Três anos de ofícios, memorandos, diversas outras formas de comunicados oficiais e nada. Desde a inauguração da Policlínica José Menino/Pompéia, em 2011, os servidores obedeceram rigorosamente o protocolo interno para solicitar soluções dos inúmeros problemas que a unidade possui, mas nada foi feito. No máximo, receberam visitas de técnicos que fotografaram tudo e nunca mais voltaram.

Uma tarde de paralisação parcial, mais uma manhã com ameaça de não abrir e as coisas mudaram completamente! O secretário revelou que nem ao menos tinha conhecimento que aquela unidade tinha problemas, muito menos que eram tão graves. A lição é óbvia: Só a mobilização dos trabalhadores garante o cumprimento de seus direitos! Só a organização e luta dos funcionários sensibiliza o patrão!

Quando os trabalhadores perderam a paciência
Sexta-feira (31/01), calor de mais de 35 graus. Esgotados pelas péssimas condições de trabalho e cansados de serem enrolados pela administração municipal, os trabalhadores da Policlínica José Menino/Pompéia perderam a paciência e resolveram parar parcialmente as atividades. Já na segunda-feira (03/02) pela manhã, os funcionários públicos decidiram interromper 100% dos trabalhos na unidade de saúde até que o secretário da pasta, Marcos Calvo, comparecesse no local para ver com os próprios olhos (ou melhor, sentir na própria pele) as condições de trabalho e de atendimento à população na Policlínica.

Calvo estava de férias, mas às 10h30 o secretário adjunto, Renato Pastorello, e mais uma comitiva já estavam na unidade. Verificaram metade do equipamento e esperavam os funcionários para a reunião na primeira sala com ar-condicionado que encontraram. Revoltados com a situação, os servidores exigiram que a vistoria fosse completa e a reunião fosse feita no "Microondas", como é carinhosamente chamada a sala de espera, uma dos cômodos mais incômodos do imóvel.

O secretário suou a tanga para convencer os trabalhadores de que dessa vez as coisas vão andar realmente e não ficarão somente na promessa. Verdade que muito do suor que encharcou sua camisa também foi por conta do ambiente da própria sala (telha de amianto baixa, sol à pino, sem nem ao menos ventiladores e com a saída do ar quente de dois aparelhos de ar-condicionado).

Os servidores ficaram de completar a lista de exigências e o secretário se comprometeu a começar imediatamente os procedimentos que são urgentes. As reformas mais estruturais ficarão mais pra frente, o secretário não apresentou nenhum cronograma, mas os servidores fizeram questão de avisar: Se a prefeitura tentar enrolar, irão cruzar os braços novamente!

O inferno nem é tão longe
Além do calorão na sala de espera (que recebe crianças, idosos e gestantes – muitas vezes em jejum para exames), a unidade têm inúmeros outros problemas:
-Fiação antiga não suporta nem ao menos os ventiladores, muito menos ar-condicionado;
-Falta água constantemente, pois metade da unidade depende exclusivamente da caixa d’água;
-O encanamento não dá conta de escoar a água das chuvas de verão, alagando tudo;
-Muitas paredes e tetos tem infiltração de água, provocando goteiras e mofo;
-As cadeiras do consultório odontológico estão quebradas;
-A sala de curativos não tem nem pia e fica na passagem para o armazém de produtos de limpeza;
-Bebedouros quebrados;
-O número de funcionários é insuficiente para atender a demanda;
-Há apenas um computador em todo o equipamento, e ele é bem velho;
-A rampa de acesso é inadequada para os usuários;

Exigimos com URGÊNCIA ações para sanar todos os problemas, que impedem o atendimento digno à população.

AS CONDIÇÕES DE TRABALHO DA SUA UNIDADE NÃO ESTÃO NADA BOAS?
CONVERSE SOBRE ISSO COM SEUS COLEGAS
E ENTRE EM CONTATO COM O SINDICATO (3228-7400)!

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