Cerca de 500 funcionários da Prefeitura de Santos estão há dois dias sem água e sem um elevador no ambiente de trabalho. Trata-se do prédio do Banco do Brasil, na Rua XV de Novembro, no Centro, onde a administração ocupa cinco andares.

Segundo o Sindicato dos Servidores Municipais de Santos (SINDSERV), funcionários da secretarias de Saúde, Assistência Social, Finanças e Edificações têm tido que suportar o cheiro fortíssimo de fossa vindo dos banheiros.

Como se não bastasse os sanitários interditados, apenas um elevador está funcionando, gerando filas quilométricas para descer ou subir do edifício, especialmente nos horários de entrada e saída e também às 14h, quando há retorno do almoço. Muitos trabalhadores acabam tendo que subir até nove lances de escada.

Até a manhã de hoje (06/07), nenhuma equipe do setor de manutenção apareceu para resolver os problemas. E o desmantelamento físico dos equipamentos públicos, que já é rotina nas escolas e nos setores operacionais da Prefeitura, agora está sendo espalhado também para os setores administrativos.

A pergunta que fica é se o irmão do prefeito Papa, Ernesto Papa, que possui uma sala no prédio, está solidário às agruras dos demais trabalhadores, ou se temporariamente está “dando expediente” em outro lugar. Infelizmente, ele não deve ter tido uma iniciativa tão rápida para solucionar os problemas como teve em março passado, ao chamar a Guarda Municipal para atirar gás de pimenta nos trabalhadores que paralisavam o mesmo setor durante a campanha salarial.

O sucateamento dos locais de trabalho é o retrato da administração Papa, que governa para poucos, a custa da dificuldade de muitos.

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