No dia 11/08 os vereadores aprovaram o Projeto de Lei que doa área do antigo Colégio Marista (mais conhecido como Colégio Santista), atual CAIS (Centro de Atividades Integradas de Santos), para a Fundação Parque Tecnológico de Santos que pretende construir um prédio no meio da escola.

Na certeza que seus vereadores aceitariam como de praxe mais esse projeto, a Prefeitura já havia aberto licitação para a obra antes mesmo da votação. Não é pra menos: TODOS os projetos encaminhados pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa foram aprovados pelo legislativo.

O empreendimento, dizem os governantes, teria uma compensação para a quadra poliesportiva da unidade de ensino. Mas o projeto arquitetônico está escondido à sete chaves. Nem os pais de alunos tiveram acesso e nem a direção da escola pôde vê-lo. O SINDSERV protocolou ofício na Secretaria da Educação e descobriu o mais grave da história: Nem a Secretaria tem o projeto (veja aqui)!

Antes da doação oficial, o governo já havia cercado por completo a área na qual querem construir o prédio, impedindo o acesso dos mais de 800 estudantes, dos professores e dos funcionários da escola. Somente após reivindicação do SINDSERV, parte da cerca foi removida.

Os benefícios que o Parque Tecnológico irá trazer pra Santos serão os mesmos se o Parque for construído em outro local (existem muitos em Santos). O que não dá pra aceitar é que um espaço fundamental para o ensino-aprendizado esportivo das crianças seja DOADO para outro fim.

Mesmo com a doação, o processo movido pelo SINDSERV para tombar todo o espaço do CAIS continua valendo, pois o tombamento de imóveis independe se ele é público ou privado. Mas é sempre bom frisar que, além disso, será preciso envolvimento e mobilização de toda a comunidade (pais de alunos, professores, direção, servidores e estudantes) para manter integralmente esse espaço.

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