Como as fontes de corrupção via PETROBRAS, BNDES, etc estão esgotadas, as ORGANIZAÇÕES SOCIAIS (OSs), OSCIPS, PPPs e correlatas são a bola da vez como fontes alternativas de arrecadação corrupta de fundos para campanha política de 2016.
Por essa e por outras questões técnicas, as OSs, outrora propostas como a solução para os problemas do SUS, são uma falácia. Na prática revelaram-se uma maneira mais rápida e fácil de firmar contratos astronômicos com empresas (ditas entidades sem fins lucrativos) e sem fiscalização.
Os órgãos de controle precisam estar atentos e agir imediatamente. Porque os políticos – ah os políticos – estão preocupados apenas com o ano eleitoral que se aproxima. A maioria, como o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), se recusa a admitir que os serviços prestados pelas OSs são péssimos.
Os exemplos do contrário estão bem aqui pertinho, na Baixada Santista e na capital paulista, mas também estão no Brasil inteiro.
Veja o caso desse paciente, relatado pelo Estadão. Aconteceu na semana passada, no Rio de Janeiro. Por acaso a vítima foi o repórter fotográfico de expressão, Walter Firmo, ganhador o Prêmio Esso e outros mais.



Conforme documento da Frente em Defesa dos Serviços Públicos, Estatais e de Qualidade, “OSs e oscips somente se interessam em atuar em cidades e em serviços onde é possível morder sobretaxas nas compras de muitos materiais e equipamentos e onde pode pagar baixos salários. O resultado é superfaturamento em todas as compras (o modelo dispensa licitação para adquirir insumos e equipamentos), a contratação sem concurso público de profissionais com baixa qualificação e, por vezes, falsos profissionais.
O dinheiro que é gasto desnecessariamente nos contratos com estas empresas sai do bolso do contribuinte, que paga pelos serviços públicos mesmo sem utilizá-los e acaba custeando o superfaturamento e os esquemas de propinas para partidos e apadrinhados políticos”.
Santos está caminhando nesta direção desde o final de 2013, quando o governo municipal criou o projeto de lei das OSs e os vereadores a transformaram em lei sem qualquer discussão com a população.
A primeira unidade a ser terceirizada será a UPA que substituirá o PS Central. A OS escolhida é a Fundação ABC, cujos trabalhos devem ser iniciados ainda esse ano na nova unidade. Há a intenção do governo em firmar contratos no Hospital de Clínicas (antigo Hospital dos Estivadores) e também em unidades e programas da área da Cultura, Educação, Esporte e Assistência Social.
Para saber mais sobre esse verdadeiro golpe em andamento leia a cartilha Santos, Organizações Sociais e o Desvio do Dinheiro Público.