“Estamos sem informações e sem respostas. Nada é dito para os funcionários. Escutamos que vamos mudar no dia 15, mas ninguém fala nada. Resumindo: estão privatizando a cidade e tratando os funcionários como lixo. É uma absurdo, pois a Prefeitura tem profissionais concursados para trabalhar e tem o prédio, mas preferem fazer mudanças sem propósitos e gestão por OS”.
A fala da técnica de enfermagem do Pronto Socorro da Zona Leste de Santos, Alessandra Bibian, captada pelo jornal Diário do Litoral, representa a insatisfação dos funcionários diante das mudanças na unidade conduzidas sem aviso e sem diálogo pela Prefeitura.
O PS da Zona Leste é mais um serviço que vai virar UPA a ser entregue para as organizações sociais (OSs), entidades ditas do terceiro setor e que tantos problemas têm trazido para UPA Central e também para unidades hospitalares de outras cidades da Baixada e do Brasil.
Enquanto o prédio será reformado para virar UPA, o atendimento será feito em um local menor e menos adequado. Menos tipos de procedimentos a serem realizados e um menor número de leitos estão entre as principais queixas dos trabalhadores.
Conforme a reportagem do Diário do Litoral, os profissionais dizem que os equipamentos de ar-condicionado da unidade começaram a ser retirados há 15 dias. Eles afirmam que atualmente o PS possui 16 leitos, sala de radiografia, ortopedia e pediatria, além de uma sala de emergência com uma cama e capacidade de alocar outras 5 macas. A nova unidade conta com 4 leitos, e apenas os serviços de enfermagem e clinica geral.
“Não sabemos se os plantões e horários serão mantidos e para onde nós vamos. No novo imóvel não cabe nem um terço dos profissionais, além de não atender toda a demanda. A população que vai sofrer. Não sairemos daqui. Ou vai todo mundo para o mesmo lugar ou ninguém vai”, afirma a auxiliar de enfermagem Silvete Hadad.
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Santos (Sindserv), esteve no local nesta quinta-feira (11) e prometeu denunciar os fatos à população, que será diretamente afetada pela situação.
“Vamos escrever uma carta para população para esclarecer os riscos do pronto-socorro ser efetivamente retirado daqui e retornar posteriormente como uma UPA, com serviços completamente reduzidos. Esse material será distribuído aqui no bairro, para informar para população que o atendimento de saúde está correndo risco”, afirmou o presidente do Sindserv, Flávio Saraiva.

