Professores de escola terceirizada por OS suspensa pela Justiça estão sem receber

Professores de escola terceirizada por OS suspensa pela Justiça estão sem receber

basileu

Tudo errado na tentativa do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) em terceirizar a torto e à direita a educação: professores recebendo com holerites de cerca de R$ 1.100,00, com os salários atrasados, além de contratos firmados na base da palavra, sem papel, são algumas das irregularidades.

O caso é bastante complexo. O Ministério Público, por meio do procurador Fernando Krebs, conseguiu comprovar a falta de experiência e de qualidade técnica das organizações sociais contratadas para gerir unidades vinculadas ao Instituto Tecnológico do Estado (Itego). A justiça deferiu pedidos de liminares suspendendo tais contratos e a terceirização da educação como um todo. Em uma das escolas, a Basileu França, que estava sob o comando da OS  Centro de Gestão em Educação Continuada (Cegecon), houve descontinuidade das atividades e os alunos estão sem aulas.

Professores estavam sem receber os salários (antes pagos pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico) desde 14 de agosto, quando a OS assumiu a gestão. Eles chegaram a atuar para a entidade sem contrato. Agora estão apreensivos, sem saber se terão os direitos trabalhistas honrados. Eles já recebiam valores irrisórios para a função do Magistério e agora temem ser caloteados.

O Governo diz que vai pagar esses profissionais, mas não disse quando. Enquanto isso, o MP já fez uma recomendação ao Estado, para que sejam contratados professores temporários, até que se realize concurso público para as funções no prazo de 180 dias.

Voltamos a repetir que a culpa pela atual situação é do governador, que insiste em implantar a qualquer custo a terceirização na educação pública. A Constituição Federal é bem clara, quando diz que educação é dever do Estado e que a terceirização só pode ocorrer de forma complementar.

As entidades que estavam assumindo as unidades e que agora estão impedidas de atuar pela Justiça não têm capacidade técnica ou experiência para as atividades previstas nos contratos. Segundo o promotor de Justiça Fernando Krebs, autor das ações, faltaram documentos que atestassem a idoneidade moral dos dirigentes da Cegecon, a OS que estava à frente da Escola Basileir França. Essas certidões, explica o promotor, são exigidas a candidatos em concursos públicos.

Conforme o Ministério Público de Goiás (MPGO), muitos dos componentes do instituto foram qualificados como professores, o que levaria a crer que têm capacidade profissional para atuar na gestão dos colégios do Estado. Entretanto, ao analisar seus currículos, verificou-se que dos 17 membros apenas 4 possuem formação na área da educação e destes e poucos possuem currículo vasto na área, enquanto os demais têm graduações em esferas que não guardam relação com a área de qualificação do instituto.

Leia no link abaixo a última decisão que suspendeu a terceira OS em Goiás, na área de ensino tecnológico:

Mais uma OS suspensa por decisão liminar em Goiás

Saiba mais sobre o esforço conjunto dos MPs em Goiás para barrar a ofensiva de precarização e terceirização dos serviços públicos no Estado:

Ação conjunta do MP-GO e MPC visa anular com OSs em escolas do Entorno do DF

 

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