Por conta de inúmeras irregulares constatadas pelo Tribunal de Contas, o Instituto Social Fibra, organização social (OS) contrata pelo Governo do Estado de Mato Grosso para gerir o Hospital Regional de Colíder, terá de devolver R$ 2,5 milhões aos cofres públicos.
As irregularidades foram verificadas em uma tomada de contas especial do órgão, a cerca de um contrato firmado entre 04/01/2012 à 12/04/2012.
Em sessão plenária do dia 10, o Tribunal negou um recurso ordinário interposto pelo ex-diretor do Instituto, Luiz Fernando Giazzi Nassri, para modificar a decisão que julgou irregulares as contas prestadas referentes à execução do contrato de gestão nº 001/2002 entre a Secretaria de Estado de Saúde e o Instituto Social Fibra. O TCE fez determinações ao atual gestor da SES e condenou o ex-diretor e a OS a devolverem ao Estado,de forma solidária R$2,5 milhões. Foi aplicada multa equivalente a 10% sobre o valor atualizado do dano.
Depois da Fibra, o hospital foi gerenciado por outra entidade – o Instituto Pernambucano de Assistência e Saúde (Ipas). Porém, o contrato com a empresa também teve problemas e foi rompido mediante erros gerenciais. Um desses erros que a imprensa repercutiu na ocasião foi relativo a uma “pilha” de medicamentos vencidos encontrados no almoxarifado da Central Estadual de Abastecimento de Insumos de Saúde.
Em março do ano passado, o Ipas foi criticado pelo Governo. Pedro Taques disse que a entidade não cumpre as metas contratuais e que deixou de realizar a maior parte das cirurgias previstas em contrato. “No Hospital Metropolitano, eles contrataram 9 mil procedimentos de alta complexidade e só realizaram 324. Quer dizer, isso aí é picaretagem”, disse o governador.
No Hospital Regional de Sorriso também deu problema. A SES rompeu contrato com a OS Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH) em 2015, alegando que a Controladoria Geral do Estado (CGE) identificou diversas irregularidades que “expõem série de evidências que materializam a execução imperfeita, inadequada e insuficiente do Contrato de Gestão nº 003/SES/MT/2012”.
Antes da quebra de contrato, o INDSH, vinha pedindo reiteradas vezes ao governo reajuste no repasse financeiro, alegando que a quantia repassada não era suficiente para desenvolver o trabalho, o que foi negado.
