Organização Social colocou médico sem diploma para atender público

Organização Social colocou médico sem diploma para atender público

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Sempre que os governos justificam a terceirização da gestão em saúde dizendo que os serviços ganharão qualidade e mais profissionalismo, mentem de forma descarada para a população.

Além de mais caros, os serviços terceirizados geram riscos aos usuários. Foi o que aconteceu no sistema prisional do Espírito Santo, onde uma organização contratada para atuar nos presídios mantinha em seu quadro um homem que se dizia médico, mas não tinha diploma.

O jovem que atuava como médico no atendimento de detentos nas unidades prisionais da Secretaria de Justiça do Espírito Santo (Sejus), porém não tinha registro no Conselho Regional de Medicina (CRM-ES).

O órgão recebeu denúncia quando o falso médico atendia no Presídio Viana e está atuando no caso. O rapaz foi afastado das atividades nesta quarta-feira (24).

A OS em questão o Instituto Vida e Saúde (Invisa). O falso médico trabalhava para a empresa desde o início de fevereiro de 2018. De acordo com a Universidade Vila Velha (UVV), onde o jovem cursou medicina entre 2012 e 2015, a matrícula dele está trancada. A Polícia Civil e o Ministério Público também já foram avisados.

A Invisa não informou como foi feita a contratação do suspeito, já que ele não possuía o certificado oficial de formado.

Mais riscos

Esta não é a primeira vez que a terceirização via OSs coloca a vida de pacientes em riscos por conta de contratação de falsos médicos ou por processos completamente irresponsáveis de seleção e admissão de pessoal. Clique no títulos das reportagens abaixo para saber de outros casos.

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