A Fundação do ABC anunciou que deixará de administrar os equipamentos públicos da cidade de Mauá. Enquanto a organização alega que a Prefeitura lhe deve R$ 123 milhões, a administração contesta o valor e sustenta que a empresa superfaturava os valores cobrados e ainda prestava serviços de péssima qualidade.
O fato é que nos últimos meses a expressão ‘caos na Saúde pública’ nunca foi tão repetida em Mauá.
A OS administrava o Hospital de Clínicas Doutor Radamés Nardini e outras unidades.
Nos últimos anos, a entidade teve quatro presidentes. O último, Carlos Maciel, renunciou por ter seu nome envolvido na operação Prato Feito, que investiga fraudes na merenda.
Já a Prefeitura mudou três vezes o responsável pela Saúde. Atualmente a pasta está vaga. O último nome a responder pelo setor em Mauá, Ricardo Burdelis, pediu prorrogação do acordo entre o Município e a FUABC por três meses, para poder tomar pé da situação. Acontece que, neste período, ele também deixou a cadeira e, antes da indicação de um substituto, Atila acabou detido pela Polícia Federal por envolvimento na Operação Prato Feito, que investiga desvio de verba na compra de alimentos para a merenda escolar e uniformes.
FUABC
A OS é a quarta que mais recebe verbas do Governo do Estado. Cerca de R$ 2,7 bilhões nos últimos cinco anos. Em Santos, a OS administra a UPA Central com recorde de desaprovação popular.
Em Praia Grande, há ações na Justiça contra a gestora e a Prefeitura. Ambas são acusadas de terem terceirizado o PS anexo ao Hospital Irmã Dulce de forma irregular.
