Matéria da coluna Enfermaria, do Jornal O Globo, mostra mais um dos tristes reflexos da terceirização da saúde no Rio de Janeiro.
Desta vez o problema ocorre na UPA da Penha, na Zona Norte do Rio. Em fevereiro a unidade já havia sido alvo de reclamações de superlotação. Esta semana o serviço voltou a gerar apreensão e aumentar os riscos de interrupção no atendimento.
Veja o que diz a reportagem:
Agora, cerca de 150 funcionários estão com salários atrasados. A turma, veja só, ainda não recebeu o salário de julho. Entre eles, estão médicos e enfermeiros. A UPA, da rede estadual de Saúde, é administrada pela Organização Social Viva Rio. Procuradas pelo Blog Emergência, a Secretaria de Estado de Saúde e a Viva Rio iniciaram um “jogo de empurra”.
A Secretaria de Estado de Saúde emitiu nota informando “que os repasses à OSS Viva Rio, que administra a UPA Penha, estão em dia”.
Só que a Viva Rio afirmou, também em nota, que “o atraso é resultado da irregularidade nos repasses de recursos do Estado para o Viva Rio, o que gerou um acúmulo de dívidas que prejudicou o cumprimento do cronograma de pagamento de salários aos funcionários da unidade.
Lamentável. Não é à toa que vários candidatos ao Governo do Estado do Rio deixaram de defender em seus programas o modelo de gestão por OSs. São tantos os estragos, é tão evidente a falta de transparência e são tantas as investigações de mau feitos, que ninguém se arrisca em dizer que vai manter o sistema. O que não quer dizer que o candidato eleito não deixe tudo como está depois de assumir. Típico de políticos, em especial os privatistas.
