As chuvas que caíram no último dia 14, no Mato Grosso, deixaram expostas as deficiências de gestão em um hospital regional terceirizado para a organização social Instituto Gerir. Desmascararam o discurso das autoridades de que entregar a gestão de unidades públicas para entidades privadas torna o serviço mais eficiente e dá mais agilidade aos trâmites para prover a estrutura de saúde que a população precisa.
Conforme noticiou o Jornal A Tribuna do Mato Grosso, a Vigilância Sanitária do Município de Rondonópolis e a Vigilância Sanitária do Estado interditaram o Hospital Regional de Rondonópolis. Praticamente choveu dentro da unidade, que estava com problemas no telhado.
Conforme o documento da Vigilância Sanitária, uma vistoria foi realizada entre as 13h e as 16h de ontem e “riscos iminentes dos efeitos provocados pela chuva para pacientes e funcionários” foram constatados. A direção do hospital foi notificada e teve prazo de 24 horas para corrigir os problemas apontados e apresentar um plano de ação. Ficaram interditados os centros cirúrgicos, o setor administrativo e novos pacientes não serão aceitos.
As imagens de chuva dentro do hospital, com setores alagados, equipamentos sendo molhados e muita água suja pelos corredores, deixaram mais uma vez a população estarrecida. O problema já havia ocorrido antes.
Segundo a publicação, no momento em que a chuva apertou, ainda de madrugada, os funcionários tentaram cobrir o que era possível e puxar a água com rodos. Em pouco tempo um forte odor dentro da unidade se espalhou. Muitos pacientes tiveram que deixar o local às pressas. As pessoas reclamavam de cheiro de sangue e também de urina.
A imprensa local lembrou que recentemente, quando uma situação semelhante aconteceu, veio à tona a informação de que haviam ratos vivendo no telhado do hospital.
A Organização Social Instituto Gerir foi contratada pelo Governo do Estado de Mato Grosso, com a promessa de que elevaria os níveis de satisfação dos usuários. Aquele discurso que “chove no molhado”, muito usado pelos Governos adeptos da terceirização e amigos dos grandes grupos empresariais da saúde e seus “braços” no terceiro setor.

