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CÂMARA DE SANTOS É MAIS UMA VEZ LÍDER DE GASTOS, SEGUNDO O TCE
Dados recém divulgados do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) mostram que Santos figura entre as Câmaras Municipais que mais gastam no Estado.
No ranking geral, levando em conta 644 municípios paulistas (a capital não está no levantamento), o Legislativo de Santos ocupa a 6ª posição, mesmo estando em porte populacional bem abaixo de dezenas de cidades.
O levantamento é relativo ao intervalo de setembro de 2024 a agosto de 2025 e aponta uma Despesa Liquidada com Pessoal e Custeio de R$ 92.340.782,97 (além de R$ 1.027.100,00, de Despesa com Investimentos).
O montante está acima de cidades com o dobro de população, como São Bernardo do Campo, por exemplo, que gastou no mesmo período R$ 82.808.046,36. A cidade do ABC Paulista possui 841.154 habitantes e 28 vereadores, sete a mais do que Santos.
Quando se fala em cidades do mesmo porte (300 mil a 450 mil habitantes), Santos figura na 1ª posição entre as mais dispendiosas, na frente de Barueri, Praia Grande, Piracicaba, Diadema, Suzano, Mauá, Taubaté, São Vicente e Limeira.
Em outras palavras, a média da despesa de pessoal e custeio entre as cidades de mesmo porte populacional é de R$ 43.096.691,23. Santos gasta 114% acima disso! É mais do que o dobro!
Gasto Per Capita
Aproximando ainda mais a lupa e verificando o gasto per capita (por morador), o custo da Câmara de Santos também é muito alto (R$ 214,97), se comparado com a média (R$ 116,03). Isso significa que o nosso parlamento está gastando 85% a mais do que o razoável.
Para onde vai tanto dinheiro? A pergunta se torna ainda mais necessária em se tratando de um legislativo que historicamente é pouco propositivo no que diz respeito a projetos que impactem na melhoria de vida da população. O que mais se vê na ordem do dia das sessões são projetos para criação de datas comemorativas, para conceder homenagens, placas, medalhas, ou projetos encomendados de setores empresariais, em especial o da Construção Civil.
Ao mesmo tempo, em 2025 e nos anos anteriores, a dita Casa do Povo foi bastante omissa em fiscalizar o poder Executivo (aprovaram as contas do Executivo mesmo com inúmeras ressalvas e irregularidades apontadas pelo TCE, veja aqui).
Vários projetos contendo ataques à população periférica e pobre passaram como trator. Um exemplo é o que extinguiu a Lei de Zeis (Zonas Especiais de Interesse Social), permitindo a venda de áreas que deveriam servir para moradias populares. Agora as grandes construtoras podem comprar essas áreas por bagatelas e assim lucrar com especulação imobiliária. Saiba mais aqui.
Nesta Legislatura houve também vários ataques aos funcionalismo, como o PL que retirou o caráter solidário da Capep Saúde, elevando os gastos com assistência médica para a maior parte das famílias de servidores. Confira aqui.
Lembrando que em janeiro em 2024 os edis aprovaram dobrar os próprios salários, passando para R$ 20.864,78, a partir de 2025. Veja aqui.
Como se não bastasse, o Castelinho fechou os trabalhos restringindo a participação popular na Tribuna Cidadã (saiba mais no post anterior) para blindar os vereadores da base de apoio do prefeito de críticas.
Essa é a Câmara de Santos. Gasta muito o dinheiro do santista e pouco faz para uma Cidade mais justa e inclusiva.
VEREADORES DE SANTOS, PARA QUEM ELES TRABALHAM?