As reclamações dos usuários que utilizam a UPA Central de Santos, terceirizada para a Fundação do ABC, continuam demonstrando as deficiências do modelo de gestão adotado pela administração municipal.
Os relatos indicam que os médicos fazem plantões mais curtos e que o setor de medicação fica sempre sobrecarregado, a ponto das pessoas esperarem na fila mais de duas horas apenas para tomar uma injeção. Além disso, o atendimento mais humanizado tão prometido pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) não acontece na prática.
Um dos casos registrados pela Ouvidoria Popular foi do atendente Gustavo, que prefere não revelar o sobrenome. Ele conta que a qualidade do atendimento deixou a desejar na última segunda-feira (28). Segundo Gustavo, ao ser encaminhado para a medicação, duas enfermeiras o trataram com grosseria após errarem sua veia várias vezes.
“A primeira foi grossa e me machucou. Ela não conseguia acertar minha veia. Fiquei quieto, mas quando eu fui receber o medicamento de outra enfermeira, ela me perguntou porque eu estava com os dois braços com esparadrapos. Eu respondi que foi porque a outra ‘amável enfermeira’ errou e me machucou. Essa segunda funcionária tomou as dores da colega e reclamou comigo, disse que a culpa era minha por ter dado a veia errada. Como assim? Eu não sou profissional de saúde. Além de tomar as dores da outra, senti que ela também me machucou ao colocar o acesso para tomar a medicação. E depois ainda ficou me olhando feio. Senti uma falta de respeito enorme”.
Confira abaixo a opinião de outros pacientes e lembre-se: a Prefeitura repassa R$ 19,1 milhões para a Organização Social que gerencia a UPA.

