Nada mais nada menos que R$ 2,7 milhões pagos à Morhar – Organização Social para a construção de casas para as famílias carentes em Campo Grande (MS) foram para o ralo.
A OS construiu apenas 42 casas (das 326 que deveria ter erguido) e estas habitações estão condenadas e terão de ser desocupadas.
As famílias que para lá foram removidas no ano passado terão de sair.
Segundo a Prefeitura, um laudo técnico apontou que o lençol freático do local é aflorante, o que “coloca em risco a vida das pessoas que ali residem”.
Reportagem do Jornal Correio do Estado informa que a Organização Social em questão é alvo de três investigações e tomada de contas. Ministérios Públicos do Estado (MPE), Federal (MPF) e do Trabalho (MPT) e ainda a Agência Municipal de Habitação (Emha) buscam responsabilizar a entidade por atos lesivos.
O problema é que o responsável pela entidade, Rodrigo da Silva Lopes, não é localizado desde 2016.
No MPE, a investigação começou no ano passado. O objeto do inquérito é “apurar eventual ato de improbidade administrativa decorrente do contrato público firmado pela Prefeitura Municipal de Campo Grande com a Morhar Organização Social, para a construção de unidades habitacionais destinadas aos moradores da área denominada ‘Cidade de Deus’”.
A OS firmou convênio no valor de R$ 3,6 milhões com a prefeitura em 2016 (desse total, R$ 2,7 milhões foram efetivamente pagos à entidade), deveria ter operado em sistema de mutirão assistido, ou seja, supervisionado a construção das casas, que seriam erguidas pelos próprios moradores depois que passassem por treinamento e capacitação.
