OS pede pra sair em Goiás, mas MP já havia exigido fim do contrato por irregularidades

OS pede pra sair em Goiás, mas MP já havia exigido fim do contrato por irregularidades

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A parte terceirizada da saúde de Goiás está mostrando a que veio. Greves recentes de profissionais em hospitais, contratos com valores altos e duvidosos, irregularidades apontadas pelo Ministério Público (MP-GO).

Uma das organizações, a OS Instituto Gerir, é detentora de um contrato de alta soma. Pelos valores vultosos, há dificuldades do Estado em repassar em dia todo o compromisso. Já não é um bom negócio para a empresa, que resolveu pular fora e rescindir a parceria.

À imprensa o MP ressaltou, no entanto, que já havia apontado problemas na condução das gestões hospitalares. Conforme matéria do G1, a promotora Fabiana Zamalloa, do MP-GO, informou que já havia recomendado a rescisão do contrato entre a OS Gerir, responsável pela administração dos hospitais de urgências de Goiânia e Trindade (Hugo e Hutrin), e o Governo de Goiás.

A recomendação, proferida em setembro, está baseada na identificação de irregularidades nos gastos da empresa. Em entrevista à TV Anhanguera, a representante do MP-GO contou que há dificuldades de fiscalização das ações da OS, dos contratos com outras empresas terceirizadas. Pontuou que os gastos ultrapassam R$ 1 milhão com assessoria, entre outros pagamentos avaliados como fora do programado.

“Várias situações de despesas desnecessárias e que não estão sequer previstas no contrato. Despesas com viagens, com hospedagens, enfim, uma série de despesas que, se estão sendo feitas, é porque recursos estão sobrando”, afirmou.

Um documento obtido pela TV Anhanguera, datado do último dia 8 de outubro, mostra que a SES-GO informou ao MP-GO ter advertido a Gerir sobre essas irregularidades e que, nos próximos 180 dias, iria realizar um novo chamamento público para repassar a administração do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) e o Hospital de Urgências de Trindade (Hutrin).

Pacientes e servidores denunciam, desde o fim de setembro, as dificuldades no Hutrin e os problemas no Hugo. Nas duas unidades de saúde há relatos de falta de medicamentos e equipes reduzidas de trabalho.

Em nota, o Gerir informou que todos os esclarecimentos foram prestados ao MP e à Controladoria Geral do Estado (CGE). Ainda conforme a organização aos “atrasos recorrentes de pagamento e déficits constantes, que resultam em falta de recursos materiais e humanos para que a organização social continue prestando o trabalho de excelência”.

Por fim, o instituto esclarece que todos os gastos e modelos de contratações seguem os critérios estabelecidos por lei.

A Secretaria de Saúde informou que o atendimento nos dois hospitais da rede estadual continuará normalmente, sem nenhum prejuízo aos pacientes.

O órgão afirmou ainda que o atraso no pagamento “é uma questão pontual, devido a imprevistos no fluxo de caixa do Tesouro Estadual provocados pelo cenário econômico adverso no país”.

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