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Você concorda em gastar dinheiro público para conceder medalha a um secretário municipal?
A ideia de gastar dinheiro público para conceder medalha a um secretário municipal de Santos deu o que falar. E se acrescentarmos a informação de que o candidato a homenageado é apontado como possível pré-candidato a prefeito? Aí fica nítida a visão lamentável que alguns parlamentares têm do Legislativo, como local de proselitismo e vitrine política.
O tema ocupou bons minutos na sessão da Câmara de Santos, na terça-feira passada (30/6).
O vereador Adriano Catapreta (PSD), da base do Governo, bem que tentou, mas não obteve a quantidade de votos para aprovar a homenagem ao secretário de Governo de Santos, Fábio Ferraz.
Pegou mal e alguns veículos de imprensa classificaram o caso como saia justa. O projeto vai voltar em agosto para nova e última tentativa de aprovação.
Você concorda? E mais do que isso, você sabe o que Ferraz fez pelos serviços públicos e pelos servidores enquanto esteve à frente das secretarias de Saúde, Gestão e agora Secretaria de Governo?
A atuação de Fábio Ferraz nas diferentes secretarias que assumiu em Santos foi marcada por ataques diretos aos trabalhadores e aos serviços públicos, consequentemente, à população.
Na Saúde ele formatou o modelo que trouxe a Terceirização das UPAs, do Hospital dos Estivadores e do Ambesp. Os donos das OSs estão bem felizes com os repasses de 283 milhões de reais. A população está penando com a demora no atendimento e os casos suspeitos de negligência.
Quando foi secretário de Gestão, Ferraz adotou uma postura de intimidação em relação aos movimentos grevistas, recorrendo à judicialização e pressão administrativa. Foi assim na greve dos técnicos de informática e também na greve das cozinheiras, quando ele inclusive conseguiu uma liminar na Justiça pela suspensão da greve antes mesmo do movimento começar.
Ferraz e o prefeito na época, Paulo Alexandre Barbosa, conseguiram que a Justiça fixasse uma multa diária no valor de R$ 500 mil ao sindicato.
Ferraz foi a peça chave para o desmonte e a terceirização das cozinhas escolares, gerando precarização e sobrecarga de trabalho nesse setor tão importante da educação. Foi ele quem primeiro anunciou a intenção de terceirizar esse serviço.
Teve ainda a implantação do PDR, a Participação Direta nos Resultados. Ferraz e o prefeito Rogério Santos usam esse programa como chantagem e desmobilização. Não dão as condições de trabalho e cobram excelência. Uma verdadeira armadilha para os servidores. É a ilusão do dinheiro extra que não entra no salário e não incide na aposentadoria.