Não param de chegar denúncias de problemas relacionados ao atendimento das UPAs terceirizadas de Santos. Confira no Carrossel, algumas das reclamações cada vez mais presentes quando o assunto é rede de urgência e emergência em Santos.
São também vários os requerimentos de vereadores ao prefeito Rogério Santos, perguntando sobre demora para consultas, pedindo explicações sobre falta de assentos, de cadeira de rodas e insumos básicos, relatando a demora para solicitação de vaga para internação de pacientes graves etc. Os requerimentos falam também da falta de segurança diante de ameaças de agressões aos funcionários terceirizados e por aí vai.
Em páginas que retratam o cotidiano da Baixada Santista nas redes sociais vemos uma avalanche de reclamações nos comentários. Tem de tudo: consultas superficiais e sem resolutividade, denúncias de que funcionários e médicos estariam sendo pressionados a prestar atendimentos com rapidez ou dar alta de forma precipitada, sob ameaça de retirada da escala.
Tantos os requerimentos quanto as reclamações são recentes (apresentados ou publicados entre os meses de agosto e a primeira semana de setembro.
CONTRA TODAS AS FORMAS DE TERCEIRIZAÇÃO E PRIVATIZAÇÃO!
Como se vê, terceirizar os serviços é fragilizar as políticas públicas, colocar a população em risco e desperdiçar recursos valiosos com ineficiência, má administração ou até má fé de entidades privadas.
Disfarçadas sob uma expressão que esconde sua verdadeira natureza, as organizações sociais (OSs), organizações da sociedade civil (OSCs) e oscips e não passam de empresas privadas, que substituem a administração pública e a contratação de profissionais pelo Estado. Várias possuem histórico de investigações e processos envolvendo fraudes, desvios e outros tipos de crimes.No setor da saúde, essas “entidades”, quando não são instrumentos para corrupção com dinheiro público, servem como puro mecanismo para a terceirização dos serviços, o que resulta invariavelmente na redução dos salários e de direitos.
Embora seja mais visível na Saúde, isso ocorre em todas as áreas da administração pública, como Educação, Cultura e Assistência Social. O saldo para a sociedade é a má qualidade do atendimento, o desmonte do SUS, das demais políticas públicas e, pior ainda: o risco às vidas.
Todos estes anos de subfinanciamento do SUS e demais serviços essenciais, de desmantelamento dos direitos sociais, de aumento da exploração, acirramento da crise social, econômica e sanitária são reflexos de um modo de produção que visa apenas obter lucros e rentabilidade para os capitais. Mercantiliza, precariza e descarta a vida humana, sobretudo dos trabalhadores. O modelo de gestão por OSs e entidades afins é uma importante peça desta lógica nefasta e deve ser combatido.
Ajude a desmascarar a farsa que é esse modelo de gestão com terceirização e OSs lucrando às custas das vidas. Comente como foi a sua experiência com as UPAs e demais serviços precarizados na saúde.






