16 Dias Esperando Transferência na UPA da Zona Noroeste: A Precarização da Saúde Terceirizada

16 Dias Esperando Transferência na UPA da Zona Noroeste: A Precarização da Saúde Terceirizada

idoso_capa_upazn

O paciente idoso Wagner Camorim, de 67 anos, morador de São Bernardo do Campo e em tratamento contra um câncer, está há 16 dias na UPA da Zona Noroeste, em Santos, aguardando transferência hospitalar. Ele passou mal enquanto estava na cidade e tinha, inclusive, uma cirurgia previamente agendada em sua cidade de origem.

Segundo denúncia da família, o quadro do paciente piorou gravemente na unidade. A família cobra com urgência uma solução do sistema de regulação da Secretaria Municipal de Saúde de Santos para encaminhá-lo ao hospital onde realiza seu tratamento. Enquanto a burocracia não se resolve, o idoso vai definhando sem o suporte necessário que o caso requer.

Este é o segundo caso grave de demora para transferência na mesma unidade em apenas um mês. Em agosto, uma paciente com complicações decorrentes de uma trombose esperou 10 dias por uma vaga. O pedido de transferência só foi formalizado pela UPA quatro dias após a sua internação, período em que seu estado de saúde se agravou significativamente, comprometendo outras partes do corpo.

Segundo informações preliminares que a família apurou, o pedido de transferência de Wagner só teria sido feito na última sexta, dia 11/9, portando 9 dias após ele dar entrada na UPA.

Vale ressaltar que a UPA da Zona Noroeste é gerida por uma organização social terceirizada, custando R$ 33,6 milhões por ano aos cofres públicos, dentro de um contrato global de R$ 167 milhões (por 5 anos).

Casos como esses evidenciam que a gestão privada na saúde pública falha em entregar o básico: humanização, agilidade e dignidade no atendimento. É preciso lutar contra a terceirização da saúde, um modelo que drena recursos públicos e só traz precarização, desassistência e sofrimento para a população.