Em Mogi das Cruzes, a terceirização da saúde está ruindo, mas os agentes políticos fazem questão de não enxergar.
Na semana passada, a Prefeitura anulou o contrato com a empresa Vitale Saúde, responsável pela gestão da Unidade Clínica Ambulatorial (Unica) de Jundiapeba.
A Administração Municipal divulgou que a decisão foi motivada pelo andamento das investigações do Ministério Público de Campinas, que apura um esquema grande de corrupção e outras irregularidades praticadas pela Vitale no Hospital Ouro Verde.
Em novembro último, os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriram mandados de busca e apreensão em Mogi. Saiba mais aqui.
Eles foram até a casa do secretário de saúde de Mogi, Marcelo Cusatis e à sede da pasta, no Mogilar, para cumprir mandados de busca e apreensão de objetos e documentos.
Cusatis tranquilizou os pacientes e colaboradores da unidade. “O serviço não sofrerá nenhuma descontinuidade e todos os funcionários serão absorvidos, sem qualquer problema”, adiantou.
Como era de se esperar, a Prefeitura, ao invés de aprender com a lição, optou por insistir no modelo de gestão que tantos problemas acarreta nas cidades de todo o país. Assim, o Executivo já divulgou que o processo para escolher outra Organização Social de Saúde está sendo iniciado e deve durar cerca de três meses. Neste período, a Única será administrada pela Vitale em parceria com a Prefeitura.
