DEFENSOR DA TERCEIRIZAÇÃO DA SAÚDE, BANHA AGORA CRIA PROJETO SOBRE TEMPO DE ATENDIMENTO NAS UPAS CONTROLADAS POR OSs

DEFENSOR DA TERCEIRIZAÇÃO DA SAÚDE, BANHA AGORA CRIA PROJETO SOBRE TEMPO DE ATENDIMENTO NAS UPAS CONTROLADAS POR OSs

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A Lei das Organizações Sociais (OSs) em Santos foi aprovada em dezembro de 2013 (Projeto de Lei 282/2013), estabelecendo o modelo de terceirização na gestão pública que na prática trouxe piora na qualidade do atendimento em urgência e emergência e total falta de transparência com o uso do dinheiro do SUS.

Em 2013, o vereador Banha (PSD) fez parte do grupo de vereadores que obedeceram às ordens do prefeito e votaram a favor das organizações sociais (OSs) e da terceirização da Saúde em Santos. Mesmo sendo alertado da precarização que estava por vir, ele defendeu o modelo de gestão publicizada.

Os problemas não tardaram a aparecer. Atrasos no atendimento, mortes suspeitas de negligência, denúncias de corrupção envolvendo as terceirizadas, precarização do trabalho com quarteirização e baixa qualificação dos profissionais.

Nas UPAs, caos, revolta e muita indignação no dia a dia de quem depende do SUS.

Em 2019, Banha fez parte do grupo de vereadores que não assinaram o requerimento para investigar, na Câmara de Santos, uma série de mortes suspeitas em sequência nas UPAs geridas por OSs. Como não foi atingido o número mínimo de assinaturas, nada foi apurado.

Agora estamos em época de vitrine eleitoral e o mesmo vereador que antes achava que tudo bem terceirizar, apresentou um projeto de lei para criar a Carta dos Direitos dos Usuários da Rede Pública de Saúde do Município de Santos. O PL 202/2026, apresentado no dia 28 de maio, estabelece diretrizes para o tempo máximo de permanência em UPAs e prazos para a disponibilização de exames de urgência. Agora vereador?

Se estivesse de fato preocupado com a saúde dos santistas, Banha fiscalizaria de verdade os contratos com as UPAs e defenderia a revogação da lei que instituiu a terceirização da saúde municipal. Mas isso seria contrariar a política de mercantilização do SUS executada há mais de 10 anos pelo Governo cuja base de apoio ele faz parte.