Depois que a TV Record mostrou o esquema de contração de médicos plantonistas via whatsapp no Pronto Socorro de Cubatão, sem qualquer critério e sem exigir comprovações de que realmente são formados em medicina, o jornal A Tribuna noticiou o fato nesta sexta-feira (24). Veja aqui a estarrecedora reportagem da TV Record.
No periódico local, a matéria destaca que o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) também vai apurar as irregularidades por meio de uma sindicância e que o caso pode culminar em um processo ético profissional.
O que mais salta aos olhos, no entanto, são as respostas da Prefeitura e da Organização Social Saúde Revolução, que gerencia a unidade. Na matéria o secretário de Saúde, Benjamin Lopes, diz que as denúncias são vagas! Vagas? Tudo gravado em vídeo!
Já a OS, como ocorre sempre, nega o inegável e diz que a responsabilidade pela entrada e saída de pessoas na unidade é da administração municipal.
Confira a matéria do Jornal A Tribuna:
Confira as respostas da Prefeitura e da OSS Revolução:
O PS é gerenciado pela Organização Social Saúde Revolução, por R$ 1,4 milhões ao mês.
Segundo a reportagem, veiculada em rede nacional, os profissionais são convocados por meio de um aplicativo de celular e nem precisam apresentar documentos que comprovem sua formação. Para revelar a fragilidade do processo, um produtor do Jornal da Record entrou em contato com o responsável pelos plantões e, em poucos minutos ao telefone, conseguiu o trabalho.
No dia e horário marcados, caracterizado, ele percorreu os corredores do Pronto Socorro e, sem nenhum tipo de controle, conseguiu chegar ao consultório.
Na matéria da Record, médicos também deram depoimento. O promotor público Cássio Conserino, que está investigando o caso, disse que o Ministério Público se deparou com um escárnio. “A população de Cubatão está sendo tratada como gado. Contrataram um falso médico, uma pessoas que não tinha diploma, não tinha CRM”, disse Conserino.
Organizações Sociais (OSs) significam isso: esquemas escusos para empresários lucrarem com dinheiro público, que deveria ser investido na saúde 100% pública e estatal. Prefeitos e vereadores são cúmplices destas práticas criminosas.
Em Santos o Hospital dos Estivadores também será terceirizado para uma OS e o prefeito Paulo Alexandre Barbosa insiste em ignorar que as OSs não deram certo em lugar nenhum. Onde entraram levaram ineficiência ou desvios de dinheiro público ou as duas coisas juntas.

