Nessa Campanha, novamente caiu por terra a falácia propagada pela Prefeitura de que mantêm diálogo aberto e fraterno com os servidores. Isso porque, o prefeito Paulo Alexandre Barbosa mais uma vez enviou Projeto de Lei sobre o reajuste dos servidores municipais para a Câmara dos Vereadores de forma autoritária. A atitude não respeitou a vontade da categoria em continuar a negociação. A proposta enviada pela Prefeitura havia sido REJEITADA por unanimidade na assembleia dos trabalhadores!
 
O reajuste proposto pelo governo foi uma verdadeira manobra para enganar os servidores. Isso porque, esse ano será de fortes ajustes e altos índices de inflação. O reajuste aprovado será rapidamente engolido pelos preços dos alimentos, moradia e serviços essenciais para sobrevivermos. Todos os analistas econômicos alertam que esse ano será duro e, como sempre, sabemos muito bem pra quem sobra em tempos de crise: Para a classe trabalhadora! E já começou, é Dilma cortando direitos, indústrias demitindo em massa, ameaças da volta dos altos índices de inflação, altas nos preços dos alimentos, na conta de luz, de água etc.
 
Portanto, a proposta era uma verdadeira nuvem de fumaça que não mostrava o quanto os servidores serão prejudicados durante o ano. A “aumento” pra Cesta Básica é a metade do que reivindicamos e está muito abaixo da média da cidade, publicada pela própria Prefeitura. Para o Auxílio-alimentação, o “aumento” também é espantoso: 1 real e 14 centavos por dia, não dá nem para um salgado!
 
O Sindest é o governo implantado dentro da categoria
Exatamente como fez no ano passado, a Prefeitura usou o Sindest (da Rua Monsenhor de Paula Rodrigues) para aprovar sua proposta rebaixada de reajuste salarial.
 
Em uma “assembleia” intimidatória e relâmpago, que barrou a entrada de servidores não sócios, contou com seguranças contratados na porta e cheia de chefias da PMS, os pelegos aprovaram a proposta do patrãozinho-amigo à revelia de grande parte dos servidores que se manifestaram contrários à proposta. Mais que depressa, na mesma noite, o Diário Oficial foi rodado estampando na capa que os servidores haviam aceitado a proposta salarial.
 
SINDESTE + GOVERNO = RUÍNA DOS SERVIDORES
 
EM RESPOSTA, OS SERVIDORES PROTAGONIZARAM O MAIOR ATO DESDE A GREVE DE 2013
Exigindo respeito na negociação salarial, no dia 10/02 os funcionários públicos fizeram um ato no Gonzaga. Mesmo debaixo de chuva, os servidores lavaram a alma e expressaram toda sua indignação com o tamanho desrespeito que a gestão Paulo Alexandre trata os trabalhadores. Mostraram para a população o discurso falacioso da Prefeitura que posa de democrática.
 
 
 
VEREADORES VOTAM O QUE O CHEFINHO MANDAR!
Sem NENHUM questionamento, NENHUM esboço de diálogo, os vereadores de Santos aprovaram o Projeto de Lei do prefeito sobre o reajuste nos salários dos funcionários públicos.
 
E o que poderíamos esperar de uma Câmara que não vetou NENHUM projeto encaminhado pelo Executivo dessa gestão? Nenhuma ilusão, são políticos profissionais muito bem remunerados para fazer a vontade de uma pequena elite da cidade. E a vontade deles é gastar o mínimo com os funcionários e os serviços públicos para poder gastar mais com as empreiteiras. Afinal, são elas que financiam as campanhas dos políticos.
 
Economizar nos serviços públicos também serve para sucatear cada vez mais os equipamentos da Prefeitura (hospitais, escolas,…) para depois terem desculpas para entregar tais serviços para empresas privadas disfarçadas de Organizações Sociais (OSs ou OSCIPs).
 
Tem dinheiro sobrando, poderia aumentar muito mais
Essa muquiranisse com os nossos salários não encontra nenhuma justificativa matemática. Para se ter uma ideia, no ano passado sobraram quase 56 milhões que poderiam ser gastos com pessoal sem chegar ao limite da Lei de Responsabilidade Fiscal.
 
Outros números, que provam que aumentar nossos salários é viável, são os da Previsão Orçamentária 2015 do município. Em 2014 Santos arrecadou R$ 1.785.785.721,49, esse ano a previsão é de arrecadar R$ 2.131.428.000,00. Um aumento de 19,36%!
 
Estarão “economizando” para implantar as OSs (Organizações Sociais), terceirizando assim nossos postos de trabalho.
 
A RESPOSTA DA CATEGORIA
Contra todo esse desrespeito aos servidores, a resposta não virá pelas urnas, nas próximas eleições ou em qualquer outro processo eleitoral. Fazer propaganda contra a candidatura desses políticos é obrigação de todos os servidores, mas não é a solução de nossos problemas.
 
A única atitude que faz com que o governo recue de seus ataques aos trabalhadores e conceda benefícios pontuais é a mobilização direta dos seus funcionários.
 
 
 
 
Na Câmara, tentativa de intimidar os servidores
Mais uma vez a Prefeitura de Santos usou de seu expediente estilo Ditadura Militar de tentar intimidar os servidores. Colocaram 90 Guardas Municipais na Câmara dos Vereadores para assegurar que seus subordinados votassem contra os servidores sem maiores problemas.
 
Logo na entrada do Castelinho, cumprindo ordem da Mesa Diretora da Câmara, os Guardas impediram o acesso dos funcionários públicos às galerias. Só liberaram a porta após revistarem os servidores, quando a sessão já havia começado. Os trabalhadores com mochilas foram impedidos de entrar sem qualquer justificativa.
 
Os funcionários públicos foram tratados como se fossem bandidos. Esse constrangimento público, não é por acaso, a administração municipal tenta com isso inibir a participação dos servidores nas lutas coletivas, nos assuntos que dizem respeito aos rumos de sua própria vida profissional.
 
NO TEMPO DA DITADURA MILITAR ERA ASSIM
 
 
 
AGORA, COM PAULO ALEXANDRE E OS ATUAIS VEREADORES É ASSIM!
 
 

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