Imagem: Gráfico mostra que o pico de mortes de COVID-19 em Abril de 2021 (67.723). Tendo Março de 2021 o segundo mês com mais mortes (66.868). E Julho de 2020 o terceiro com menos da metade de mortes (32.912).

Até o dia 24, foram 67.723 mortes por COVID-19 no Brasil. Em março inteiro, foram 66.868 mortes. Esses foram de longe os dois piores meses de toda a pandemia. Para se ter uma ideia, antes disso, o pior mês teve menos da metade de mortes (julho de 2020, com 32.912 mortes).

Em Santos o número de mortes e internações continua alto. Só o que caiu foi a porcentagem de ocupação em UTI, pois a cidade aumentou sua capacidade de leitos. Medida emergencial necessária, mas que está sendo usada para mascarar o pior momento de toda a pandemia e justificar políticas de reaberturas injustificáveis.

DIANTE DESSE CENÁRIO, O QUE O GOVERNO DE SANTOS FAZ?

De forma não oficial, Rogério Santos está convocando todos os servidores que não têm comorbidades para voltarem ao trabalho presencial. Absurdo que desrespeita o próprio Decreto municipal, vai aumentar a circulação de pessoas e, consequentemente, o número de contágios, internações e mortes.

Outra medida que vai na contramão da ciência é a volta das aulas presenciais agora em maio. Duas medidas que o governo dá que irão ajudar o vírus e sobrecarregar ainda mais os servidores da linha de frente.

NOTA DE PESAR

Nos últimos dias, a COVID-19 levou os seguintes colegas:

  • Edimilson Teixeira Marcondes Sodre, Operador Social (Seacolhe AIF);
  • Jorge Luiz de Souza, Guarda Municipal;
  • Lia Mara de Paula Ferreira, Oficial de Administração (aposentada);
  • Joel Oliveira da Silva, diretor (UME Waldemar Valle Martins).

Nós, do SINDSERV Santos, lamentamos profundamente mais essas mortes, de todos os demais servidores de Santos e de todos os trabalhadores de outras categorias que perderam suas vidas. Que nosso luto não nos abata e se transforme em luta.