Depois de três atos, muita insistência e paciência, finalmente o governo cedeu e marcou uma reunião entre uma comissão de trabalhadores da Saúde Mental, usuários e seus familiares com o prefeito Rogério Santos (PSDB). Será no dia 25/8, às 15h, no Paço Municipal.

Nesta quarta (4), mais uma vez membros do movimento “Mental Não Terceiriza” fizeram uma manifestação junto com o SINDSERV na Praça Mauá para denunciar a precarização, a ameaça de terceirização desse serviço e tentar agendar a reunião com o prefeito.

A resposta do gabinete de Rogério Santos veio só na manhã desta quinta (5) e o sindicato convoca todos os servidores dos CAPs e demais programas ligados à Saúde Mental a comparecer.

Além de inicialmente se recusar a abrir a agenda para tomar conhecimento das reivindicações do segmento, o Governo, por meio de assessores, admitiu que houve, sim, um estudo visando entregar o serviço para organizações sociais (OSs), mas que essa ideia retrocedeu “por enquanto”.

Em outras ocasiões a conversa foi diferente. A administração afirmou que o assunto não estava nem em análise e que a terceirização da gestão dos equipamentos era apenas um boato.

DESRESPEITO

Nesta quarta, a comissão de trabalhadores e familiares de usuários formada durante o ato esperou por mais de uma hora uma resposta sobre o agendamento e a mesma não veio.

Três assessores diferentes da Secretaria de Gestão e da Secretaria de Governo desceram até a recepção do Palácio José Bonifácio para tentar enrolar a categoria, dizendo que não havia necessidade de reunião.

Por último, um assessor da Secretaria de Governo se comprometeu a ligar para o Sindicato no mesmo dia com uma resposta quanto à possibilidade ou não de marcar uma reunião com Rogério Santos.

No final da tarde veio o retorno de que não o prefeito, mas o secretario de Saúde Adriano Catapreta estava disposto a falar com o grupo no dia seguinte.

A categoria rechaçou essa opção e manteve o posicionamento de falar diretamente com o Chefe do Executivo, já que há pelo menos 8 anos e 8 meses o desmonte dessa política pública tão importante vem se aprofundando, com a omissão do próprio Rogério Santos, que esteve todo esse tempo ocupando cargos de alto escalão no Governo.

Lembrando que uma reunião com Rogério Santos chegou a ser marcada para o dia 16 de junho. Porém, mais uma vez de forma desrespeitosa, foi cancelada uma hora antes de começar.

Afinal, por que houve tanta resistência do chefe do Executivo em dialogar com os servidores e com a população?

Os CAPs estão há anos funcionando de forma improvisada, sem estrutura de trabalho adequada e com déficit de profissionais. Um deles está à mercê de interdição a qualquer momento por conta das péssimas condições do imóvel!

Quando a Cidade de Santos, que no passado foi vanguarda e referência nacional na valorização das políticas ligada a Saúde Mental, vai investir em melhoria e qualificação no setor? Os pacientes e familiares merecem mais respeito! Os servidores também!

TODOS NO PAÇO NO DIA 25 !

SÓ A LUTA MUDA A VIDA !