Em mais um round da luta pelo aumento salarial os servidores falaram mais alto nesta segunda-feira. Pela segunda vez em cinco dias a sessão da Câmara foi interrompida em nome da dignidade da categoria, que não aguenta mais viver humilhada, com salários achatados, descontos cada vez maiores, assistência médica precária e sem condições de trabalho.

Funcionários da ativa e aposentados foram valentes. Fincaram os pés nas galerias da Câmara das 18 às 20 horas e não se deixaram calar. O objetivo foi evitar que o projeto de lei complementar do prefeito Papa fosse pautado pela casa. A proposta governista é de 6% e a categoria exige 28%, mesmo percentual que Papa concedeu para si e para seus secretários.

Diante da mobilização, o presidente da Câmara, Marcus de Rosis, anunciou que o prefeito estava disposto a oferecer 6,5% de reajuste. A piada de mau gosto trouxe ainda mais indignação aos manifestantes. No segundo recesso, os servidores tomaram o lugar dos vereadores e, num gesto simbólico, tomaram posse dos assentos que deveriam abrigar representantes dos interesses do povo e fiscais do governo, não aliados dele.

Houve tumulto quando os vereadores voltaram e à força tentaram retirar os trabalhadores. Dois servidores foram agredidos fisicamente. Só conseguiram fazer os trabalhadores se retirarem apagando todas as luzes da sala, numa atitude covarde.

O SINDSERV ressalta mais uma vez que desde o início da Campanha Salarial, em 1º de fevereiro, vem buscando o diálogo com o Governo. A administração foi Irredutível nas duas reuniões que ocorreram. Apenas comunicou os dirigentes do índice oferecido sem dar espaço para o debate. Mesmo com a contraproposta rejeitada por unanimidade na assembleia, Papa se mantém intransigente 30 dias após a data-base.

A única arma que resta aos trabalhadores é a mobilização. As paralisações por locais de trabalho vão continuar até que a negociação seja aberta.

O MOMENTO É CRUCIAL PARA TODOS NÓS. PARTICIPE DAS PARALISAÇÕES!

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