Confira o histórico de golpes de Bolsonaro, Paulo Alexandre e Rogério Santos E DIA 18 É GREVE! Concentração às 10h, na Praça Mauá

Não é de hoje que os governos tucanos em Santos rezam na mesma cartilha do desgoverno de Jair Bolsonaro quando o assunto é atacar os trabalhadores e o serviço público. Como todos sabem, a última bomba do prefeito Rogério Santos é o pacote de mudanças no Iprev, enviado aos vereadores em regime de urgência e sem consulta à categoria.

São várias as mudanças no Projeto de Lei Complementar 30/2021, que podem ser resumidas da seguinte forma:

1) TODOS os servidores da ativa, bem como aposentados e pensionistas vão ser prejudicados. Estes últimos com descontos maiores e com a possibilidade de falência do sistema de aposentadorias. Já os funcionários municipais em atividade terão esses dois problemas e ainda vão ter que TRABALHAR BEM MAIS para RECEBER MENOS.

2) Além de aumentar o desconto nos nossos holerites e fazer com que recebamos menos no futuro, aquilo que o projeto apresenta como aumento na contribuição patronal na verdade sairá́ dos rendimentos das aplicações do próprio dinheiro acumulado no fundo previdenciário, ampliando ainda mais os riscos de desequilíbrio no sistema.

Como falamos acima, foram diversos os golpes contra o Iprev, ou seja, contra nosso sistema de aposentaria e nossa possibilidade de ter uma velhice minimamente tranquila. Abaixo, pontuamos um a um:

– Em 2020, o ex-prefeito Paulo Alexandre adere ao plano da GRANADA NO BOLSO, arquitetado pelo governo Bolsonaro, condicionando um Auxílio Emergencial em dinheiro a uma série de medidas contrárias ao serviço público e aos servidores.Aproveitando-se desta situação criada pelo presidente, o prefeito Paulo Alexandre não teve dúvidas e rapidamente decidiu puxar o pino da “granada”: fez um Projeto de Lei que autorizou o CALOTE da prefeitura, que deixa de pagar a sua parte ao IPREV Santos até Dezembro deste ano. Paus mandados que são, os vereadores aprovaram a medida. Além do calote no dinheiro do repasse, a dívida de cerca de 20 MILHÕES de reais que a Prefeitura tinha com o IPREV e que estava parcelada em 60 vezes (5 anos) também teve o pagamento SUSPENSO.Ou seja, o prefeito Paulo Alexandre (junto com o então secretário de Governo Rogério Santos), agiu para AUMENTAR A DÍVIDA com as futuras aposentadorias dos servidores, elevando o risco de sofrermos outro CALOTE por parte dos futuros prefeitos de plantão.

Em 2019, Bolsonaro, Paulo Alexandre (junto com o então secretário de Governo Rogério Santos) e os vereadores aprovaram projeto que aumentou a contribuição previdenciária dos servidores em 2 pontos percentuais, passando de 12% para 14%;

– Em 2017, o governo tucano santista criou um “fundo especial” (Lei Complementar 974/2017) que, apesar do nome bonito, na prática serve para utilizar dinheiro da contribuição dos servidores (e que deveria ser investido pelo IPREV) para pagamentos que a Prefeitura deveria realizar aos servidores aposentados. O ESTRAGO que isto causou aos investimentos e às futuras aposentadorias é difícil até de ser calculado, tamanho o prejuízo;

– Em 2016, o ex-prefeito (junto com o então secretário de Governo Rogério Santos) iniciou um calote ao IPREV no meio do ano. Somente após a luta dos servidores aposentados e da ativa o governo retomou os pagamentos e, ao final, parcelou uma dívida que já estava em mais de 20 MILHÕES de reais em 60 vezes (5 anos), novamente formulando uma lei (Lei Municipal 3326/2016);

– No final de 2015, Paulo Alexandre e seu então secretário de Governo, o hoje prefeito Rogério Santos, aprovou uma Lei que diminuiu o repasse do déficit técnico de 6% para 2% (Lei Complementar 914/2015), o que custou ao IPREV cerca de R$ 20 MILHÕES anuais. Este valor que foi retirado do nosso sistema de aposentadoria hoje somaria mais de R$ 85 MILHÕES, sem contar o reajuste de inflação e retorno de investimentos feito pelo IPREV.

Na época, a alegação do prefeito era que o IPREV era superavitário.

É HORA DE DIZER BASTA!TODOS NO PAÇO NESTA QUARTA, DIA 18, ÀS 10h

SÓ A LUTA COLETIVA MUDA A VIDA!