Ontem, terça-feira, cerca de 300 servidores gritaram bem alto a sua indignação com o Governo frente a indefinição da Campanha Salarial. Eles participaram do ato em frente ao gabinete do prefeito Paulo Alexandre Barbosa e só saíram de lá depois que o chefe da administração atendeu a categoria.

Em plena Praça Mauá um telão foi instalado com imagens do então candidato, Paulinho Alexandre, prometendo aumento real, respeito à data-base, e valorização dos servidores. A população pôde constatar a diferença entre o discurso do prefeiturável e a prática do prefeito.

Num primeiro momento, os secretários de Gestão e Finanças argumentaram que a presença de Paulo Alexandre no ato era desnecessária, visto que só no dia 15, com levantamento dos números financeiros da PMS, e durante reunião com o sindicato, é que seriam apresentadas informações sobre a possibilidade de concessão ou não de reajuste.

Disseram também que seria irresponsabilidade falar em aumento neste momento sem acesso aos dados técnicos. A categoria não engoliu a conversa fiada e fez diversos questionamentos. Um deles foi o aumento que o prefeito recebeu, junto com seu secretariasdo, de 9%. Os trabalhadores também lembraram os compromissos firmados durante o Encontro dos candidatos com os servidores.

Somente por volta de 19h30 é que o prefeito resolveu atender uma comissão de trabalhadores e três diretores do SINDSERV. Depois, ele foi até o saguão falar aos demais que ainda não tinha proposta de aumento.

Mesmo saindo sem uma definição, o saldo da manifestação foi positivo. A categoria, que mantem-se em estado de greve, mostrou que tem poder de organização e mobilização.

O SINDSERV pede que os trabalhadores continuem em alerta. Novos atos e paralisações não estão descartados.


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