Com o objetivo de incentivar os servidores municipais a resistirem às propostas que vêm sendo anunciadas pela nova superintendência da Caixa de Pecúlios e Pensões (Capep), que é responsável pela prestação de assistência médica aos funcionários e suas famílias, a campanha ‘Eu defendo a Capep Saúde’ foi lançada na tarde de ontem, na Praça Mauá, em Santos.

O descontentamento dos servidores surgiu quando a Prefeitura e Superintendência da Capep Saúde resolveu implantar a taxação dos dependentes usuários da assist~encia médica. Além disso, propõem a criação de um plano alternativo, mais caro e com maior cobertura apenas para os funcionários que puderem pagar mais. Tal plano seria concorrente do atual modelo de atendimento, o que traria a divisão da categoria pela capacidade salarial em obter uma assistência melhor.

"A Prefeitura tem uma dívida de aproximadamente R$ 30 mi, fruto de um não-repasse da parte patronal por vários anos. Durante esses anos a administração contribuiu para que nós chegássemos a situação em que estamos hoje. Agora querem implantar essa taxação. Isso não é justo com os servidores que terão que pagar mais pelo serviço", diz a presidente do Sindserv, Andrea Braga Salgueiro.

Segundo o 1º secertário do Sindserv, Wagner Gatto, a Capep atende hoje cerca de 40 mil pessoas entre trabalhadores e dependentes. A implantação da taxa, segundo ele, afetaria o Sistema Único de Saúde (SUS). "Se a Capep acaba, grande parte dessas pessoas iria para o SUS, o que provocaria um colapso na saúde pública", disse.

Durante o ato público, membros do Sindserv recolheram assinaturas para um abaixo-assinado e mostraram suas propostas. Entre elas a discordância da taxação dos dependentes dos titulares da Capep-Saúde; que a Prefeitura cubra todo o eventual déficit existente nas contas da Capep Saúde; a criação de concurso público para encaixar novos funcionários na Capep; a realização de auditoria hospitalar constante; criação do cartão Capep e esclarecimento sobre a atual dívida da Prefeitura com a Capep.

"Nós vamos enviar esse abaixo-assinado, porque no dia 15 de agosto foi eleita uma comissão com o intuito de ter uma audiência com o prefeito e até agora não obtivemos resposta", alega Gatto.

Em nota, a asessoria de imprensa da Prefeitura de Santos informou que até o momento não houve nenhum pedido de comissão para falar com o prefeito.

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