A auditoria financeira contratada pelo Sindserv em 2006 para apurar o real impacto das dívidas deixadas pela diretoria anterior foi concluída. O parecer da empresa RM, contratada por uma comissão de servidores tirada em assembléia, é de que a dívida real do sindicato é de R$ 339 mil referentes a empréstimos consignados descontados dos servidores e não-repassados pela antiga diretoria  ao banco BMC.

Dos R$ 339 mil, 288 mil já foram pagos pela atual gestão por meio de um esforço sobre-humano para organizar, economizar e otimizar recursos. Diante do resultado da auditoria o Sindserv está acionando juridicamente a ex-presidente Ana Lúcia Pacheco dos Ramos e o ex-tesoureiro Aurélio dos Santos a prestar contas sobre o destino deste dinheiro que não foi repassado ao banco e que também não ficou no sindicato.

Entenda o rombo

Em 2005, quando a atual gestão assumiu o controle da entidade, todos os documentos contábeis haviam sumido. As dívidas foram chegando, sem que os novos diretores tivessem qualquer comprovante das despesas assumidas para questionar a veracidade das cobranças.  Os débitos eram de todos os tipos, inclusive trabalhistas e de prestadores de serviços.

Em uma assembléia realizada no dia 29 de novembro de 2005 (cujo objetivo era aprovar ou rejeitar as contas da gestão de 2004) os trabalhadores decidiram contratar uma empresa para investigar o grau do rombo financeiro. Uma comissão de cinco associados foi formada para pesquisar e contratar a empresa especializada. A escolhida foi a RM, ao custo de R$ 18 mil.

Informações detalhadas sobre a natureza das dívidas podem ser acessadas por meio do site do Sindserv (www.sindservsantos.org.br), na seção Finanças.

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