Servidores cobram presidente do IPREV

“Devo não nego, pago quando puder”. A postura do presidente do Instituto de Previdência (IPREV), Jorge Manuel Ferreira, mostra que esse é o discurso do Governo diante do calote de mais de R$ 12 milhões que o prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) está dando na caixa que paga as aposentadorias dos servidores.

Desde junho deste ano, a Prefeitura não repassa parte do que deve ao Instituto, ameaçando seriamente o futuro dos aposentados e também daqueles que estão na ativa.

Em junho passado, o governo não repassou o dinheiro do adiantamento do 13º dos servidores aposentados, que só receberam depois de uma manobra do IPREV ser feita para cobrir o rombo. Em julho, agosto e setembro a administração deixou de repassar o dinheiro da parte patronal mensal.

Na manhã desta quinta-feira, o presidente do IPREV não soube dizer com certeza quando essa dívida será paga e até quando os repasses obrigatórios por lei deixarão de ser repassados ao Instituto.

Como fiel representante indicado pelo prefeito, Jorge Manuel fez apenas conjecturas. Disse que é provável que o parcelamento comece em janeiro, mas que não tem bola de cristal para afirmar categoricamente. Segundo ele, essa informação depende de um projeto de lei a ser enviado à Câmara para que o pagamento em até 60 meses seja oficializado. Depende também de como vão se comportar as finanças municipais e o cenário econômico.

A verdade é que os servidores estão tomando um CALOTE no sistema que paga suas aposentadorias porque a Prefeitura escolheu, de forma unilateral, tirar dinheiro desse caixa do IPREV para usar em outras áreas. Agora dizem que farão um acordo para o pagamento, sem data para sair do papel, e com condições definidas sem discussão com a categoria.

Nesta quinta (27), os aposentados foram até o IPREV junto com o SINDSERV na esperança de ouvir algo concreto para solucionar o problema e saíram do mesmo jeito que entraram: sem respostas, indignados e preocupados.

Há exatamente uma semana, os trabalhadores e aposentados fizeram um ato na porta do IPREV, mas não foram recebidos pelo presidente do Instituto. Diante das evasivas de hoje, o SINDSERV convocará a categoria para novas manifestações para cobrar o prefeito caloteiro.

Não aceitaremos acordo de parcelamento rebaixado. Queremos o dinheiro na conta do IPREV e a regularização dos repasses já!

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