Com o pé direito começou o 1º Congresso dos Trabalhadores da Educação de Santos. Auditório cheio e uma excelente palestra que prendeu a atenção de todos. A educadora Emília Cipriano deu um verdadeiro show nessa estréia do Congresso: Animou, emocionou e fez refletir.
 
"Professor fala que ama a profissão, mas também é preciso lutar por essa profissão, essas coisas tem que estar juntas. E a luta, quero deixar bem claro, é uma luta que não é individualizada, é coletiva. Não adianta você ser um excelente profissional se sua categoria profissional não é reconhecida. Na educação não existe brilho individual, é tudo numa dimensão coletiva", explicou Emília se referindo a frase "A coragem de lutar ao lado da coragem de amar" de Paulo Freire.
 
Aluna por quatro anos desse que é um dos mais importantes pensadores brasileiros da educação, Emília lembrou que o mesmo sempre falava: "Ai de nós, educadores, se não tivermos coragem de denunciar quando alguém nos desqualifica, e não é por vaidade pessoal, é em respeito às crianças e jovens que representamos". Emília fez questão de enfatizar: "Queridos trabalhadores, valorizem suas profissões. Se hoje ainda não temos o reconhecimento social, nem salarial, nem muitas vezes identidade profissional, temos que lutar para que isso ocorra".
 
Atual Secretária Adjunta da Educação da cidade de São Paulo, Emília defendeu que a Educação Integral seja feita por professores: "Porque, senão, não é Educação! Vai desconfigurando o sentido que é a construção do conhecimento. É um absurdo quando dizem que de manhã são as áreas do pensamento e de tarde as alternativas. Isso não é Escola Integral! Programa de Educação Integral não pode ter o que é da cabeça em um momento e o que é do corpo em outro, ele tem que ser Integral. Tem que trabalhar com essas áreas articuladas entre si. Não pode ter, por exemplo, oficina de Teatro sem estar ligado à Literatura, à Língua Portuguesa, porque senão fica técnico, é forma desvinculada de conteúdo".
 
Momento que emocionou o público, a palestrante contou o que seu pai lhe disse após assistir sua defesa de doutorado: "Se você não usar isso para socializar com outros, você não é digna desse conhecimento. Você teve um acesso que muitas pessoas gostariam de ter e não tiveram a possibilidade, portanto a tua responsabilidade é maior".
 
Essa foi apenas a primeira palestra do Congresso. O Ciclo de Palestras preparatórias, aberto ao público em geral, continua com:
-CIPRIANO CARLOS LUCKESI (23/09, às 19h, no Sindicato dos Metalúrgicos – Av. Ana Costa, 55, Vila Mathias), com o tema: "Pra quê escola? A quem ela serve?";
-VITOR HENRIQUE PARO (30/09, às 19h, no Sindicato dos Petroleiros – Av. Conselheiro Nébias, 248, Vila Mathias), com o tema: "A sociedade participa da educação? A escola pública na atualidade funciona?";
-MAURO LUIS IASI e RAFAEL FURTADO (07/10, às 19h, no Sindicato dos Metalúrgicos – Av. Ana Costa, 55, Vila Mathias), com o tema: "O educador tem condições para educar? Como estão os direitos dos educadores?".
 
Após as palestras preparatórias serão realizados Encontros Setoriais com profissionais da educação do município de Santos, que discutirão suas questões e apontarão propostas para a Plenária Final:
14/10: Equipe Técnica;
15/10: Funcionários;
21/10: Professores.
 
A Plenária Final ocorrerá no dia 04/11 e será um espaço onde os profissionais que se credenciaram e participaram dos Encontros Setoriais dos educadores formularão as resoluções desse 1º Congresso.
 
Fique atento e acompanhe mais informações do CONGRESSO aqui: facebook.com/congressodaeducacaosantos

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