Os trabalhos na Unidade Municipal de Ensino (UME) Pedro Crescenti, no Rádio Clube, em Santos, que  deveriam ter recomeçado na última quarta-feira, estão suspensos por tempo indeterminado. Os motivos são a desorganização e a falta de planejamento da Prefeitura nos serviços de reforma da unidade.

O atraso no cronograma da obra gerou transtornos para toda comunidade escolar. Além da suspensão das aulas, educadores, funcionários e até crianças passaram mal com o forte cheiro da tinta a óleo usada para pintar a escola na quarta e quinta-feira.

Hoje (22/7) pela manhã, professores e integrantes do Sindicato dos Servidores Municipais de Santos (Sindserv)  foram até o local para vistoriar a situação e também sofreram com dor de cabeça e náuseas provocadas pelo forte odor. Onze pessoas precisaram buscar atendimento no Pronto Socorro Central. Uma professora teve de ficar de repouso e no soro.

Diante da situação caótica, sindicalistas e professores foram hoje de manhã até a sede da Seduc para cobrar providências. Depois de tomar conhecimento dos problemas, a assessoria da secretária Suely Maia informou que as aulas na unidade foram suspensas, até que sejam apuradas e corrigidas as irregularidades na reforma. Uma reunião será realizada na próxima segunda-feira entre a Seduc, o Sindserv e a equipe técnica da Pedro Crescenti para tratar do assunto.

Na unidade estudam crianças da Educação Infantil e do Ensino Fundamental.

Transtornos

Na última quarta-feira, professores, funcionários e alunos que retornaram do recesso encontraram a escola sem as mínimas condições de abrir as portas.

Nas áreas onde as crianças transitavam podiam ser vistos material de obras, restos de entulho e um portão enferrujado e com extremidades cortantes.

Quatro salas de aula ainda estão totalmente quebradas e sem condições de receber as crianças. Nessas classes os trabalhadores ainda estão quebrando as paredes e fazendo o contra-piso. As crianças dessas classes serão colocadas em outros dois espaços não apropriados, sendo duas turmas em cada. A solução proposta foi "socar" num mesmo lugar alunos de idades e séries diferentes, comprometendo a aprendizagem.

Essa não é a primeira vez que a Prefeitura atrasa reformas e obras na Educação. No início do atual ano letivo várias unidades tiveram que rever o calendário escolar por conta do mesmo problema.

E o pior de tudo é que em todos os casos trata-se de reformas mal feitas, com supervisão capenga e material de última categoria. São as chamadas reformas band-aid.

 

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