Foto de um ato de rua em Santos com uma estudante erguendo um cartaz escrito "Penso logo incomodo"

“Para eles tá bom ficar em casa”, relembre os ataques do Bolsonaro contra os professores e a Educação

Dia 18/10 (terça-feira) os servidores farão um ato da campanha salarial na hora do almoço (das 10h às 14h) na Praça Mauá (Centro). Nesse mesmo dia, os estudantes farão uma mobilização nacional contra os ataques do Bolsonaro às universidades federais e ao ensino público (concentração a partir das 17h na Estação da Cidadania – Av. Ana Costa, 340).

Dessa vez o governo tentou cortar R$ 2,4 bilhões das verbas das universidades e institutos federais. Teve que recuar após protestos dos estudantes, professores e reitores. Porém, no dia 6 bloqueou R$ 616 milhões do orçamento das pesquisas nas universidades públicas.

Essa não é a primeira vez que Bolsonaro ataca a Educação. Os estudantes e docentes já tiveram que ir para as ruas diversas vezes em seu governo.

Corrupção

Dessa vez o corte é para cobrir o Orçamento Secreto, mas os cortes ao longo do governo tinham outro objetivo. Vale lembrar que a irmã do Paulo Guedes é vice-presidente da Associação Nacional de Universidades Privadas. Ou seja, quanto menos investimento nas públicas, mais lucro para ela e seus associados.

A corrupção na Educação no governo Bolsonaro é um escândalo. O seu ministro, Milton Ribeiro, foi preso pois fez do Ministério da Educação um verdadeiro balcão de negócios com pedidos de propina em barras de ouro. O MEC também tentou superfaturar em mais de R$ 700 milhões a compra de ônibus escolares.

BOLSONARO QUE DEU O PISO?

Antes que apareçam os defensores do atual presidente espalhando fake news, vamos relembrar como ocorreu o reajuste do Piso do Magistério.

Bolsonaro tentou de tudo para evitar a concessão desse reajuste que é previsto em Lei. Já anunciava reajuste de 7,5% e queria publicar uma Medida Provisória alterando a Lei 11.738. Essa Lei, de 2008, vincula o Piso à variação do valor por aluno previsto no Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação).

Mas não teve jeito, a pressão dos educadores em nível nacional fez o presidente recuar da tentativa de calote. Ele viu também que, se desobedecesse a Lei, o risco era alto de perder na Justiça e acabar tendo que conceder o reajuste do mesmo jeito.

Bolsonaro elegeu os professores como inimigos

Com o pretexto de combater Paulo Freire, a “doutrinação marxista”, a “ideologia de gênero”, Bolsonaro combate na prática a profissão docente, a liberdade de cátedra e a autonomia universitária.

A Educação que Bolsonaro defende é a que impede a reflexão, o pensamento crítico, a que restringe a liberdade na abordagem dos conteúdos, que não toca em temas que eles consideram “polêmicos”. Uma Educação utilitária, voltada apenas para o trabalho. Ensinar a apertar parafusos e formar trabalhadores cada vez mais dóceis, onde o pensamento crítico é proibido.

Seu projeto fere a existência da carreira dos professores. Seu projeto não será implantado sem a nossa resistência.

TODOS AOS ATOS DO DIA 18!
– CAMPANHA SALARIAL: das 10h às 14h na Praça Mauá (Centro);
– CONTRA OS CORTES NA EDUCAÇÃO: a partir das 17h na Estação da Cidadania (Av. Ana Costa, 340).

SÓ A LUTA COLETIVA MUDA A VIDA