Durante o ato unificado da Educação realizado dia 06/05, a administração municipal fez questão de mostrar o seu lado repressivo. Um simples ato simbólico para protocolar o recebimento da pauta de reivindicações dos educadores nos parece que foi encarado como uma afronta pela SEDUC. Tentaram fechar as portas na cara dos trabalhadores e o governo ainda convocou a Guarda Municipal.
 
Governado pelo mesmo partido de Beto Richa (PSDB) que comandou um verdadeiro massacre aos professores do Paraná, a Prefeitura de Santos tem medo que o professorado se rebele ao descobrir o que está por trás da imensa falta de funcionários e docentes nas escolas. E, aos poucos, começa a cair a ficha dos servidores que esse sucateamento é PROPOSITAL para, com isso, justificar a terceirização através do Projeto Escola Total (que pretendem entregar para uma Organização Social).
 
"Tenho amigas em escolas e gestores e todos afirmam que não há mais professor nem para assinatura de ponto. (…) Sei também que estão usando os contratados do Escola Total para substituírem a falta dos professores". Esse é o depoimento de uma professora que aguarda pela nomeação, ela indaga: "Por que a lista de concursados de PEB parou de chamar??? O Prefeito não quer mais nomeações??".
 
 
Essa é a contradição que nem a SEDUC, nem a Prefeitura vão conseguir explicar: De um lado a enorme carência por profissionais e de outro listas de profissionais do último Concurso Público (ainda vigente) que não são chamados. Ao invés de ingressar os trabalhadores concursados, a Prefeitura convoca os "voluntários" do Escola Total para tapar buracos.
 
A pressão dos servidores é para barrar esse processo de terceirização que mal começou e JÁ ESTÁ PRECARIZANDO A EDUCAÇÃO DA CIDADE. Além dessa importante pauta unificada, os professores e funcionários de escolas pedem uma reunião com urgência com a Secretária da Educação para tratar desse assunto e das demais pautas protocoladas (veja aqui, aqui e aqui). 

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