O momento não é nada bom para os trabalhadores do Brasil. Após o golpe, o Estado ganhou mais legitimidade ainda para atacar os direitos dos trabalhadores e garantir assim a volta do crescimento do lucro para os grandes empresários (verdadeiros donos do Estado).
 
Já vimos anteriormente que para os servidores públicos (federais, estaduais e municipais) já está reservado um golpe em especial: A PL 257/2016 (veja aqui).
 
Outro grave ataque à classe trabalhadora brasileira é o projeto de lei que altera as regras de exploração de petróleo do pré-sal. Atualmente em discussão no Congresso Nacional sob o número 4567/16, o projeto foi aprovado no Senado (sob o nome PLS 131) após acordo entre Renan Calheiros (PMDB) e Dilma Rousseff (PT).
 
De autoria do senador José Serra (PSDB), atualmente ministro das Relações Exteriores, este projeto retira da Petrobrás a exclusividade das atividades no pré-sal e acaba com a obrigação da estatal a participar com pelo menos 30% dos investimentos em todos os consórcios de exploração da camada. Com isso, a entrega desta riqueza é aprofundada.
 
Por isso, o SINDSERV Santos apóia a luta dos petroleiros e têm participado das manifestações em defesa do Pré-sal e da Petrobrás organizadas pelo Sindipetro-LP.
 
Para a nação, as perdas são incalculáveis. A declaração, feita durante anúncio das medidas econômicas que serão colocadas em prática pelo novo governo, demonstra que a política nacional está voltada estritamente para a retirada de direitos trabalhistas, modificação (pra pior) da CLT, e entrega de estatais ao mercado. Enquanto isso, a elite segue preservada.
 
Em tempos de petróleo a menos de US$ 50, com pouco estímulo à implantação de energia renovável e economia cada vez mais volátil, seremos cada vez mais dependentes economicamente, enquanto bilhões de reais escoaram para as matrizes estrangeiras, que assumirão o pré-sal brasileiro.
 
Se para políticos como Serra, que trama há anos com a empresa americana Chevron a entrega do pré-sal e da Petrobrás (conforme denunciado pelo Wikileaks), cabe a nós, trabalhadores, denunciarmos as perdas que sofreremos econômica, social e politicamente. Temos que barrar esse processo e somente com o apoio da sociedade e unindo forças com trabalhadores de todas as categorias poderemos vencer essa luta.

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