A vistoria que vereadores fariam ontem ao Complexo Hospitalar da Zona Noroeste para averiguar denúncias de problemas no atendimento começou confusa e acabou como uma visita para verificar apenas um dos itens: a existência de ratos no hospital. No último dia 15 foi encontrado um roedor na ala de Pediatria. Parlamentares receberam informações e fotos comprovando o problema.

Mas o rol de denúncias feitas pelo Sindicato dos Servidores durante audiência pública realizada na Câmara, na quarta-feira, inclui superlotação de pacientes na área de repouso do PS adulto, demora para remoção de doentes, redução dos quadros de enfermaria e administrativo e inexistência de ações para controle de infecção hospitalar.

"São mais 12 pontos. Há mistura de todos os tipos de patologia no repouso, atendimento em local improvisado, entre outros", conta o diretor do sindicato, Flávio Saraiva.

Ele afirma ter entregue o documento a todos os vereadores. Mas os representantes da Comissão de Saúde e Higiene, presidente Marinaldo Mongon (PDT), e o vereador Ademir Pestana (PSB), negaram ter conhecimento da totalidade das denúncias.

"Viemos ver a possibilidade de acesso de ratos e quais as providências que a Administração já tomou", disse Mongon.

A vereadora Cassandra Maroni (PT), responsável pela convocação da audiência pública, lamentou a posição dos parlamentares. "Em vez da Comissão de Saúde cumprir o roteiro que estava previsto, que era olhar todos os problemas, por determinação do presidente da Comissão, olhou-se só onde os ratos foram fotografados". Os parlamentares irão marcar nova data para verificar todas as denúncias.

Dificuldades

Funcionários que não quiseram se identificar confirmaram ao Expresso que enfrentam condições difíceis de trabalho.

Na ala de repouso, onde há 16 vagas, já foram atendidas até 27 pessoas. No local há inclusive infiltração no teto. "Muitas vezes não há nem espaço para realizar o atendimento direito por causa da quantidade de pacientes". Na área de internação, havia ontem 24 pacientes. "E só há três auxiliares de enfermagem. Não é possível dar conta de tudo. Eles ainda têm que levar e buscar macas do centro cirúrgico".

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