NOSSA APOSENTADORIA EM RISCO

E PRESIDENTE DO IPREV FAZENDO GASTANÇA

         Em 2007, muitas administrações municipais alardearam que os Institutos de Previdência eram uma necessidade e trariam grandes benefícios para os servidores públicos. Em Santos foi exatamente assim. O governo Papa inaugurou o IPREV-Santos com pompas e honras. Só não divulgou que a PMS não repassaria os valores totais do PASSIVO, o que pode arrebentar nas costas dos servidores da ativa e aposentados, seja na forma de maiores descontos nos holerites ou de corte de aposentadorias.

         Mas o que é esse PASSIVO? Para poder pagar as aposentadorias o IPREV faz uma poupança mensal (parte descontada do servidor e outra paga pela PMS) durante todos os anos em que o servidor está na ativa. Ocorre que em 2007, quando o IPREV foi criado, não existia poupança dos anos anteriores a sua criação. Pela lei, PMS deveria calcular o valor não recolhido no passado (O PASSIVO) e depositá-lo no cofre do IPREV. A PMS está depositando somente uma parte desses recursos, e o rombo permanece.

         Ao invés do Sr. Jorge Manoel (Presidente do IPREV) e do Conselho de Administração da autarquia se ocuparem em encontrar saídas para problemas assim, querem é gastar mais de 800 mil reais na compra de um imóvel, com a justificativa de construir uma sede para  a autarquia. Vale lembrar que no final de 2012 o IPREV comprou um terreno da CAPEP (veja ilustração abaixo) e fez o projeto de construção de nossa sede própria.   

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Justificativas injustificáveis apresentadas pelo Sr. Jorge Manuel para gastar essa dinheirama:

  • O IPREV está pagando aluguel para a CAPEP e isso é um gasto;
  • A CAPEP esta solicitando que o IPREV desocupe a casa que é dela;
  • O IPREV comprou um terreno da CAPEP para construir uma sede própria, mas a construção vai demorar;
  • Os funcionários do IPREV precisam de mais conforto para atender os aposentados;
  • Os mais de 800 mil que serão gastos na compra de mais um imóvel não prejudicarão aposentadorias futuras porque o dinheiro para a compra será retirado da taxa de administração do IPREV.

 

A REALIDADE

         O IPREV pagar aluguel para a CAPEP não é um problema. Ao contrário, porque as duas autarquias lidam com recursos do servidor. Tudo é dinheiro nosso.

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

         A CAPEP pode aguardar a construção da casa do IPREV. Não há nenhuma emergência que justifique a CAPEP pedir que o IPREV saia correndo da casa que também é nossa. Estão comprando um imóvel que, em função da fantasia especulativa do Pré-sal, está supervalorizado. Quando os preços do mercado imobiliário acomodarem, o preço desse imóvel tende a despencar. O IPREV terá participado de especulação, jogando dinheiro fora.

Os mais de 800 mil podem sim fazer muita falta no futuro. Se o repasse do passivo não for feito, cada centavo que estiver em posse do IPREV, de taxa de administração ou não, será fundamental para não deixar aposentados a míngua.

 

SR. JORGE MANOEL E SRS. CONSELHEIROS: TRATEM NOSSO DINHEIRO COM RESPEITO !!!

 

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