Após 21 dias de greve, uma das mais fortes da história, com a paralisação de  9.165 agências, os bancários decidiram voltar ao trabalho.

Nas assembléias que aconteceram na última segunda-feira, em todo o país, a maioria dos bancários aprovou as propostas de reajuste do Banco do Brasil, Caixa Federal e os bancos privados (representados pela Fenaban). Foram rejeitadas as propostas nas bases de Bauru, Rio Grande do Norte e Maranhão. 

Já em Porto Alegre e Belém, os bancários não aceitaram a proposta da Caixa Econômica Federal. Os funcionários do Banrisul, Banco da Amazônia, BNB (Banco do Nordeste do Brasil) e Banese (Banco do Estado de Sergipe) continuam paralisados, cobrando avanços nas negociações específicas.

A proposta aprovada nas assembléias foi de reajuste de 9% com aumento real, de 1,5% para todos e aumento de 12% no piso, além de aumento na Participação de Lucros e Resultados. Os dias parados serão compensados até o dia 15 de dezembro.

Durante a greve os banqueiros mantiveram uma posição intransigente, com interdito proibitório e diversas ameaças. O governo Dilma, que controla o Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, chantageou o tempo todo com ameaça de desconto dos dias parados e a negativa de dar aumento real para não causar inflação.

Governo e banqueiros se uniram contra os bancários, mas a força da greve fez com que eles recuassem.

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