As duas principais centrais sindicais da Grécia ampliaram a duração de uma greve geral nacional, em protesto contra medidas de austeridade do governo anunciadas para satisfazer os credores internacionais do país. Inicialmente programada para durar 24 horas, a paralisação será de 48 horas, segundo as centrais, coincidindo com uma votação no Parlamento sobre as mais recentes medidas de austeridade.

As duas principais centrais sindicais são GSEE, do setor privado, e ADEDY, do setor público. "É uma batalha por nossas vidas, nossa honra e nossa dignidade", afirmou Ilias Iliopoulos, secretário-geral da ADEDY, que representa 400 mil funcionários públicos.

As novas medidas de austeridade do governo preveem que 30 mil funcionários públicos passem a uma reserva especial de trabalho, com salários reduzidos em até 40%, e também incluem a suspensão de direitos de trabalhadores do setor privado. As mudanças geraram resistência inclusive do governista Partido Socialista.

O mesmo processo de corte de direitos tem ocorrido em outros países do mundo. No Brasil não é diferente: arrocho salarial, péssimas condições de trabalho, não cumprimento dos planos de carreira, assédio moral, etc., atormentam os servidores públicos em todo o país.

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