A reunião entre governo e os professores municipais, ocorrida no dia 26/04, foi mais um passo dado pelos docentes que lutam por melhores condições de trabalho.
 
A pauta de reivindicações pretende alterar o Estatuto do Magistério e o Regimento Escolar (proporcionalidade aluno/professor, ingresso na carreira do magistério com cargo de 200 horas/aula e alterações nos procedimentos para alocação de docentes). Essas demandas melhorariam consideravelmente o cotidiano penoso dentro das salas de aula, além de oferecer uma melhor qualidade na Educação do município.
 
A desculpa para negar as reivindicações girou em torno da crise econômica. Nada seria possível fazer enquanto os indicadores econômicos não voltassem aos patamares que consideram adequado. Ou seja, quem novamente paga pela crise são os trabalhadores.
 
Resultado veio com luta
A manifestação pública realizada pelos docentes no meio do Gonzaga surtiu efeito. Pelo menos é o que garante a Secretaria de Educação que diz ter diminuído o número de salas acima dos limites previstos em Lei.
 
A nova lista publicada no portal Cidade Aberta ainda será analisada pelo sindicato, mas já é possível verificar que a transparência continua parcial e que ainda há muitas salas acima do limite. Não há, por exemplo, a quantidade de professores em cada sala, sendo possível verificar apenas as salas que ultrapassam os limites por metro quadrado e não pela proporcionalidade aluno/professor. Não há também qualquer indicação da quantidade de professores que assinam ponto por unidade e a relação das salas que foram fechadas.
 
Lição de casa
Caro professor, veja essa lista e compare os números das salas de sua escola com a realidade. Caso haja qualquer informação equivocada entre em contato com o sindicato por telefone (3228-7400), email ([email protected]), ou pessoalmente na sede (Av. Campos Sales, 106 – Vila Nova).
 
Denuncie também caso na sua escola você ou algum outro colega não consiga cumprir as HTI (Horas de Trabalho Individual) regularmente, por falta de professores, e se existem salas fechadas que poderiam estar sendo utilizadas.
 
E agora, José?
Para reverter a intransigência da administração municipal os servidores já sabem o que devem fazer: Se organizar para a LUTA!
 
Não há argumentos que convençam os patrões senão o da mobilização dos que operam as máquinas (no caso, daqueles que ensinam os alunos). Só na luta conseguiremos avançar! Por isso, em breve o SINDSERV convocará os professores para organizarem os próximos passos do movimento.
 
Fique atento, assim que divulgarmos a data, você receberá um comunicado e deverá alertar aos colegas sobre a importância de comparecer fisicamente. Não adianta ficar só na torcida, TEM QUE PARTICIPAR!

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