As monitoras de creche compareceram em peso na sessão da câmara desta segunda-feira para se fazerem ouvir e conseguiram.

Vestidas de preto em sinal de luto, cerca de 80 servidoras paralisaram os trabalhos por  40 minutos. Após manifestação na Sala Princesa Isabel, o presidente da casa, Marcus De Rosis, chamou as profissionais para conversar. Ele e os demais vereadores presentes, sobretudo o presdente da Comissão da Educação, Braz Antunes, se comprometeram publicamente em apoiar a categoria na resistência às mudanças anunciadas pela Seduc que impedem as profissionais de fixar sede em seus atuais locais de trabalho e abrem caminho para uma série de discriminações e desvalorizações da função.

Além do ato de repúdio na Câmara, as profissionais ,acompanhadas pelos diretores do Sindserv e por alguns pais e mães de alunos, entregaram no gabinete do prefeito Papa um abaixo-assinado contendo 6.800 assinaturas contra as referidas medidas da Seduc.    

Este foi apenas um dos atos que poderão acontecer caso a Seduc não reveja a sua postura. A luta é pela obtenção de garantias de que as monitoras não serão rebaixadas  a meras babás dentro das UMES. Muitas cidades do Brasil já estão em sintonia com a LDB e reconhecem as monitoras com a devida formação exigida em lei como professoras. Apesar de ter oferecido e custeado o curso de pedagogia para todas, Santos vem andando na contramão há vários anos, se omitindo nesta questão tão importante.

 

 

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