Mais uma vez a Prefeitura de Santos usa o expediente anti-democrático de tentar intimidar os servidores. Colocaram 90 Guardas Municipais na Câmara dos Vereadores para assegurar que seus subordinados votassem contra os trabalhadores sem maiores problemas.
 
Logo na entrada do Castelinho, os Guardas impediam o acesso dos funcionários públicos às galerias. Só liberaram a porta às 18h, quando a sessão já havia começado. Os trabalhadores com mochilas foram impedidos de entrar sem qualquer justificativa. Os que entraram foram submetidos à revista pela segurança.
 
Qualquer objeto "contundente" não poderia passar. Por isso, das faixas tiraram as madeiras de sustentação. Na verdade queriam é banir as faixas, pois sabiam que "contundente" mesmo eram as frases nelas escritas.
 
Os funcionários públicos foram tratados como se fossem bandidos. Esse constrangimento público não é por acaso, a administração municipal tenta com isso inibir a participação dos servidores nas lutas coletivas, inibir a participação dos servidores nos assuntos que dizem respeito aos rumos de sua própria vida profissional.
 
Hipocrisia se vê de longe
Na entrada da Câmara foi afixada uma faixa bem grande dizendo que "Por motivos de segurança e orientação do AVCB o acesso às galerias estará limitado à 120 pessoas". Quanta hipocrisia! Se o governo estivesse realmente preocupado com a segurança do público dessa sessão (servidores, na maioria) porque que em quase nenhum dos equipamentos públicos possuem o mesmo Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros? Cadê o AVCB dos hospitais públicos? Das escolas?
 
Uma vez capacho…
Sem NENHUM questionamento, NENHUM esboço de diálogo, os vereadores de Santos aprovaram em segunda votação o Projeto de Lei do prefeito sobre o reajuste nos salários dos funcionários públicos.
 
Já era esperada essa atitude da Câmara que não vetou NENHUM projeto encaminhado pelo Executivo nessa gestão. O que comprova o quanto o Legislativo da cidade é "independente".
 
"Em votação, aprovado"
De todos os Projetos votados ontem (19/02), nenhum teve qualquer observação feita pelos ilustríssimos legisladores. Não satisfeitos em trabalhar dois dias por semana, ainda praticaram a manobra (que já virou rotineira na casa) de esvaziar o Plenário para ir diretamente para às votações. Resultado: A sessão durou cerca de 15 minutos! Tá bom pra você que acaba de trabalhar suas 6 ou 8h diárias?
 
A resposta da categoria
Contra todo esse desrespeito aos servidores, a resposta não virá pelas urnas, nas próximas eleições ou em qualquer outro processo eleitoral. Fazer propaganda contra a candidatura desses políticos é obrigação de todos os servidores, mas não é a solução de nossos problemas.
 
A única atitude que faz com que o governo recue de seus ataques aos trabalhadores e conceda benefícios pontuais é a mobilização direta dos seus funcionários.

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