A notícia de que a Prefeitura de Santos pretende terceirizar os plantões de médicos nas unidades municipais de saúde caiu como uma bomba, mas o SINDSERV já se organiza para desativá-la.

Entre as providências adotadas está a articulação de vários sindicatos que representam categorias envolvidas diretamente com a questão, como o dos Estatutários (Sindest) e o dos Médicos (Sindimed), e outros que também têm feito críticas sistemáticas à política municipal de saúde, como o Sindicato dos Bancários, Metalúrgicos e Trabalhadores do Judiciário. A ideia é juntar forças para realização de uma campanha de esclarecimento à população, mobilizações e atos contra a intenção da Secretaria Municipal de Saúde.

Além disso, o SINDSERV vai recorrer ao Poder Judiciário por meio de representação no Ministério Público do Trabalho e também ingressará com ação judicial visando brecar a licitação para a contratação de cooperativa médica, assim que o edital do processo for publicado no Diário Oficial.

O sindicato é taxativo ao apontar todos os prejuízos que existem por trás da terceirização de serviços públicos essenciais. Não há o mesmo comprometimento dos profissionais com a atividade. Prevalece a quantidade e não a qualidade no atendimento. O que já é ruim vai ficar ainda pior!

Essa não é a primeira vez que a Prefeitura tenta terceirizar setores da administração. A merenda escolar já esteve na mira e com muita mobilização da categoria a ideia do Governo foi enterrada. Há alguns anos o próprio Complexo Hospitalar da Zona Noroeste foi o alvo. A alegação era de que o hospital seria gerenciado pela Unifesp, mas na verdade tratava-se de uma ocip, que nada tinha a ver com a instituição.

Todo mundo sabe que a falta de médicos na rede pública de Santos se deve à falta de uma política salarial, que aliás está ausente em todas as áreas do serviço municipal da Cidade. Diante dos baixos salários e de nenhuma perspectiva de avanço digno na carreira, os profissionais migram para as prefeituras que pagam melhor ou para a iniciativa privada.

Esse é um problema que também está presente na educação. A solução é valorizar os trabalhadores efetivos e contratar outros, via concurso, com salários e benefícios competitivos. Terceirizar é um terreno fértil para a prática da corrupção, como já aconteceu em Cubatão, por exemplo. Além de não resolver o problema, só vai sucatear ainda mais o atendimento.

Mais uma vez a Prefeitura não quer encarar os problemas de frente e prefere apelar para  providências imediatistas.  Quem paga pela incompetência e má vontade são os trabalhadores e a população.

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