Foto dos servidores esperando do lado de fora da reunião

Assembleia dia 10/02 (quinta-feira), 19h, no Sindicato dos Metalúrgicos (Av. Ana Costa, 55, Vila Mathias)

 

Na segunda reunião da Comissão de Negociação Sindical que aconteceu ontem (03/02) o governo apresentou uma proposta esdrúxula: manter os 9% de reajuste nos salários e na Cesta Básica, aumentar o Auxílio Alimentação em pouco mais de cem reais* e, em contrapartida, não dar o reajuste de 9% na referência funcional (Plano de Cargos Carreira e Vencimentos - PCCV), no Adicional de Titularidade e em várias outras gratificações como a do Degepat, Poupatempo, da Guarda Municipal etc.

É um absurdo essa manobra do governo que tenta colocar  uns servidores contra outros e rebaixar ainda mais o que o servidor ativo levará para aposentadoria, como os dois primeiros itens descritos acima.

Vale lembrar que os aposentados não recebem Auxílio Alimentação e ainda não terão (assim como todos da ativa) reajuste no Adicional de Titularidade e Referência (PCCV).

Vale lembrar também que esse Auxílio reajustado não será incorporado na aposentadoria dos atuais servidores da ativa.

Na prática, o governo quer tirar do bolso dos próprios servidores para colocar no outro bolso (também dos servidores). Pior, está tirando os 9% de alguns itens/benefícios que o servidor leva junto com a aposentadoria para colocar justamente no Auxílio que não é incorporado.

*A proposta ainda não foi apresentada no papel, apenas por boca durante a reunião. Segundo os representantes do governo, o documento oficial seria entregue hoje (04/02) no sindicato. Mas não chegou nada e o Secretário de Gestão informou que só enviará segunda-feira.

"Vamos tirar o dinheiro de que atendimento à população então?"

Após ouvir poucas e boas dos representantes do sindicato, os representantes do governo ainda indagaram de onde sairia o dinheiro, dando a entender que só daria para tirar da população ou dos próprios servidores.

Nós, servidores, sabemos da onde tirar: dos contratos com as OSs (Organizações Sociais) e seus inúmeros Aditivos que aumentam todo ano. Veja como é expressivo o aumento de dinheiro embolsado pelas OSs em relação ao orçamento da Saúde: 0% (2015), 4% (2016), 12,4% (2017), 15,1% (2018), 17,8% (2019), 25,9% (2020) e 35,41% (2021).

Um bom dinheiro também poderia ser economizado acabando, ou mesmo reduzindo, o gigantesco número de cargos comissionados e funções de confiança. A maioria de encostados, que não entendem de serviço público e não ajudam em nada, só estão lá por terem participado da campanha eleitoral.

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) já deu inúmeros prazos para que a Prefeitura se enquadrasse na Lei, eliminando todas as irregularidades referentes aos cargos comissionados e funções de confiança. Mas o governo só enrola pedindo mais prorrogação do prazo.

Outra medida que poderia ser tomada, seria a redução nos salários do prefeito, do vice, dos secretários, dos cargos de confiança e dos vereadores. Que tal?

Achamos essa proposta REVOLTANTE?

Sim, mas essa revolta precisa se transformar em ação, em participação ativa nas atividades da Campanha Salarial. Só assim a proposta muda para melhor. Ou continuaremos apenas revoltados e escutando propostas indecentes como essa que colocam uns servidores contra outros.

Participe da assembleia dia 10/02 (quinta-feira), 19h, no Sindicato dos Metalúrgicos (Av. Ana Costa, 55, Vila Mathias)!

PARTICIPE DA CAMPANHA SALARIAL!
9%, com inflação de 20%, significa PERDA REAL DE 11% DE SALÁRIO!
SÓ A LUTA MUDA A VIDA!