RETIFICAÇÃO:                                                     
 
    Onde se lê:  "Passados alguns dias, o sindicato-amigo-do-prefeito soltou convocação de assembleia para pautar a minuta de um Projeto de Lei que reclassifica parte dos administrativos e enxerta um “novo” Plano de Carreira com sérios problemas para a própria categoria, ampliando ainda mais os competes e amarrando os servidores à “vontade” do prefeito de plantão para ascensão na carreira. Além disto, este tal “novo” Plano de Carreira exclui, por sua natureza, os aposentados com paridade, o que não aconteceria com a reclassificação de nível proposta pela categoria."
 
    Leia-se:  "Passados alguns dias, o sindicato-amigo-do-prefeito soltou convocação de assembleia para pautar a minuta de um Projeto de Lei que reclassifica parte dos administrativos e enxerta um “novo” Plano de Carreira com sérios problemas para a própria categoria, ampliando ainda mais os competes e amarrando os servidores à “vontade” do prefeito de plantão para ascensão na carreira."

Um dos objetivos estratégicos de todo patrão ou empregador é ter o sindicato dos trabalhadores na mão. Em qualquer categoria é assim. Um sindicato que não se propõe a organizar a categoria para enfrentar o patrão de igual para igual torna-se o principal instrumento de economia de milhões para esse patrão, e de aprofundamento da exploração do conjunto dos funcionários.

 
Se o sindicato for amigo-do-patrão (em nosso caso amigo-do-prefeito) e não apoiar a mobilização dos trabalhadores para lutar por melhores salários, quantos milhões um patrão economizaria não reajustando os salários ou concedendo reajustes salariais rebaixados? 
 
Quanto economiza impondo aposentadorias minguadas e/ou desviando dinheiro de aposentadorias (como já acontece em dezenas de municípios)? Quanto economiza não investindo na saúde e na melhoria das condições de trabalho dos funcionários? E se puder terceirizar os serviços e destruir o plano de carreira de seus funcionários, quanto economiza?
 
Lembremos da negociação salarial no primeiro ano de gestão do Paulo Alexandre: Se não houvesse mobilização da categoria (como ocorreu durante os governos do Beto Mansur, quando havia dois sindicatos pelegos) quantos milhões Paulo Alexandre teria economizado nesse tempo de governo? 
 
Vale lembrar essas coisas porque é necessário abrir os olhos para uma novidade em andamento. 
 
PRIMEIRO FOI COM OS ENFERMEIROS
Um pequeno grupo de enfermeiros (não mais que 8 pessoas) desde a eleição de Paulo Alexandre pleiteava reclassificação salarial em reuniões com representantes do prefeito. Vale frisar que o reajuste dos enfermeiros era necessário, pois há uma defasagem dos salários do nível "P" e dos demais níveis, mas interessava principalmente ao prefeito já que ele pretende terceirizar (para as OSs) os pronto-socorros e hospitais municipais. Para isso, precisava eliminar resistências à terceirização dentro das equipes de enfermagem. Para tanto, o governo fez uma manobra: rebaixando o pleito inicial, cria mais um nível (S) e insere um novo valor para o nível Q. Entenda o caso:
 
COMO ERA
NÍVEL Cargos Vencimento
P Enfermeiro, Administrador, Advogado, Analista de negócios, Assistente social, Biomédico, Biológicas, Contador, Economista, Espec. de Educação (I, II e III), Farmacêutico, Fisioterapeuta, Fonoaudiólogo, Historiador, Instrutor de ballet, Instrutor de educação musical, Jornalista, Nutricionista, Professor de artes, Professor de educação básica II, Professor de educação física, Professor Adjunto II, Psicólogo, Relações públicas, Sociólogo, Técnico desportivo e Terapeuta ocupacional R$ 2.931,28
Q Analista Ambiental, Analista de Sistemas, Analista de Suporte, Arquiteto, Auditor Fiscal de Tributos Municipais, Biólogo, Engenheiro, Engenheiro Agrônomo, Fiscal Ambiental, Fiscal de Obras, Geógrafo e Geólogo R$ 5.882,91
R Cirurgião Dentista, Médico e Médico Veterinário R$ 6.463,26
 
COMO É AGORA
NÍVEL Cargos Vencimento
P Administrador, Advogado, Analista de negócios, Assistente social, Biomédico, Biológicas, Contador, Economista, Espec. de Educação (I, II e III), Farmacêutico, Fisioterapeuta, Fonoaudiólogo, Historiador, Instrutor de ballet, Instrutor de educação musical, Jornalista, Nutricionista, Professor de artes, Professor de educação básica II, Professor de educação física, Professor Adjunto II, Psicólogo, Relações públicas, Sociólogo, Técnico desportivo e Terapeuta ocupacional R$ 2.931,28
Q Enfermeiro R$ 4.406,40
R Analista Ambiental, Analista de Sistemas, Analista de Suporte, Arquiteto, Auditor Fiscal de Tributos Municipais, Biólogo, Engenheiro, Engenheiro Agrônomo, Fiscal Ambiental, Fiscal de Obras, Geógrafo e Geólogo R$ 5.882,91
S Cirurgião Dentista, Médico e Médico Veterinário R$ 6.463,26
 
Ao final das negociações com os enfermeiros, o grupo foi orientado pela administração a incluir o sindicato-amigo-do-prefeito nas ultimas discussões e na "foto da conquista". Por que Paulo Alexandre deu essa orientação? 
 
AGORA A "ORIENTAÇÃO" SE REPETIU COM A COMISSÃO DOS ADMINISTRATIVOS 
Um grupo de administrativos tem tentado a reclassificação salarial em reuniões com o secretário de gestão. Alguns componentes desse grupo ocupam cargo de chefia, não participam da mobilização pela reclassificação organizada pela categoria junto ao SINDSERV, e guardaram a sete chaves o conteúdo das conversas com o secretário de gestão.
 
Recentemente, assim como ocorreu com os enfermeiros, o outro sindicato foi convocado pela própria administração para participar de uma reunião ocorrida no gabinete do secretário de gestão, entre a comissão e o gabinete do referido secretário. Interessante é que a tal comissão, que não queria saber de nenhum sindicato na conversa, agora abraçou o sindicato-amigo-do-prefeito.
 
Passados alguns dias, o sindicato-amigo-do-prefeito soltou convocação de assembleia para pautar a minuta de um Projeto de Lei que reclassifica parte dos administrativos e enxerta um “novo” Plano de Carreira com sérios problemas para a própria categoria, ampliando ainda mais os competes e amarrando os servidores à “vontade” do prefeito de plantão para ascensão na carreira. Além disto, este tal “novo” Plano de Carreira exclui, por sua natureza, os aposentados com paridade, o que não aconteceria com a reclassificação de nível proposta pela categoria.
 
OLHOS ABERTOS
Está em andamento uma operação planejada no gabinete do prefeito, em parceria com o sindicato-amigo, que visa os seguintes objetivos.
  1. Convencer a categoria que mobilização não resolve nada, que mobilização é coisa de gente intransigente e radical. Convencer que o bom senso é reunir meia dúzia de funcionários munidos de bons argumentos ou dispostos a fazer campanha para determinados políticos, acompanhados do sindicato amigável, e todos irmanados sensibilizarem o prefeito;
  2. Convencer a categoria de que não há necessidade dela exercer participação ativa, e muito menos pressionar a administração. Ela deve ser somente um grupo de espectadores, crentes em “sindicato amigável” e na sensibilidade do prefeito de plantão, imensamente agradecidos a comissões de funcionários e ao prefeito bacana quando este liberar qualquer migalha;
  3. Mostrar aos servidores que eles devem ser representados por um “sindicato mansinho e dialogador”, que apoia e é apoiado por alguns vereadores, que não denuncia os desmandos do prefeito, que faz reuniões a portas fechadas com a administração e assim consegue que o prefeito faça concessões à grupos de funcionários;
  4. Criar a falsa expectativa de que todos os servidores terão reclassificação salarial, e outros tantos benefícios, se recorrerem sempre ao sindicato-amigo-do-prefeito.
 
O QUE O “SINDICALISMO MANSO” E AS “COMISSÕES PRODÍGIOS” DE FUNCIONÁRIOS NUNCA FIZERAM
  • Se uma parte da categoria não tivesse se mobilizado todos os anos, nos últimos 10 anos, não teríamos sequer a reposição da inflação nas campanhas salariais;
  • Se a categoria não tivesse se mobilizado, hoje não teríamos plano de carreira, e sim o "estatuto da escravidão" que o Papa queria implantar (plano de carreira pago, criado pela Fundação Getúlio Vargas);
  • Se o um grupo de aposentados, junto com o SINDSERV, não tivesse se mobilizado para tirar o Mota da CAPEP-Saúde, hoje ela estaria fechada e os servidores estariam ampliando a lotação dos pronto socorros;
  • Se não houvesse mobilização da categoria, no primeiro ano do Paulo Alexandre teríamos perdido mais uma parte do salário e, provavelmente, nos anos seguintes também teríamos mais perdas;
  • Se um pequeno grupo da categoria não tivesse se mexido, o Paulo Alexandre e a subserviente Câmara de Vereadores teriam aprovado a Lei das OSs na calada da noite, ninguém ficaria sabendo, e a entrega dos serviços públicos para as empresas seria muito mais tranquila.
 
CATEGORIA EXPECTADORA E SINDICALISMO MANSO É A FORMULA DA MANIPULAÇÃO E DO ACENO PARA O FRACASSO DA CARREIRA, DAS APOSENTADORIAS E DA SAÚDE DOS SERVIDORES!
SÓ A LUTA MUDA A VIDA!

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