Enquanto o Brasil inteiro assiste o cabo de força do "Impítimam X Golpe", quem continua realmente sofrendo GOLPES é a classe trabalhadora. Isso porque, tanto o governo petista quanto a oposição já anunciaram quais suas estratégias para sair da crise: Atacar os direitos dos trabalhadores.
 
Na tentativa de agradar o empresariado que cobra menos gastos com o Estado e políticas públicas, o governo Dilma mandou em regime de urgência para a Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 257/2016 que é uma verdadeira bomba para os serviços e funcionários públicos. Veja o que diz o professor universitário Amauri Fragoso sobre essa PL 257:
 
 
Cai a máscara governista
Ao mesmo tempo que implora por socorro contra o "Golpe da direita" e "em defesa da democracia", o governo petista é quem pratica o verdadeiro golpe contra os trabalhadores.
 
Depois de 13 anos de governo social democrata, os trabalhadores já deveriam ter aprendido que o caráter de classe do Estado não muda elegendo partido "A" ou "B". O Estado continua sendo um instrumento das classes dominantes para garantir e gerenciar seus próprios interesses. Nenhuma diferença substancial será concedida por meio de voto de 4 em 4 anos.
 
Diante da crise, o próprio PT corre para tentar firmar um novo ciclo de pacto social, na esperança de se manter no auto posto administrativo dos interesses burgueses. "Se ganhar, vou propor um pacto. Se eu perder, sou carta fora do baralho", disse Dilma dias antes da aprovação da continuidade do processo de impeachment na Câmara.
 
Cai a máscara da Oposição
Agora também ficou evidente qual era, desde sempre, o objetivo da oposição ao governo "petralha". Para eles, a solução para o país sair da crise também é via retirada de direitos dos trabalhadores e precarização ainda maior dos serviços públicos.
 
A campanha "Não vou pagar o pato" da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), uma das principais financiadoras da Oposição, mostra bem de que lado joga essa oposição. Os donos das indústrias não querem pagar o pato da crise, querem empurrar todo o prejuízo no colo dos trabalhadores.
 
A FIESP também é (por motivos óbvios) a maior interessada na "flexibilização" da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e dos demais direitos. Pra eles "esse negócio" de direito dos trabalhadores tem que acabar mesmo. Veja o que eles pensam em relação a sua hora de almoço, por exemplo:
 
 
Toda aquela ladainha de combate à corrupção cai por terra. Quem acreditou está completamente fora da sintonia com a prática dos políticos que estão à frente do processo de impeachment. Senão, vejamos: Eduardo Cunha responde por inúmeros processos, Beto Mansur foi condenado por trabalho escravo, mais da metade da comissão do impeachment está na mira da Justiça e por ai vai.
 
Desvio da merenda, planilha da Odebrecht, Lava Jato… É só a Dilma cair que tudo será devidamente engavetado.
 
E agora, quem poderá nos defender?
Ninguém, parceiro! Esse é o aprendizado que os trabalhadores têm que tirar de todo esse teatro da política partidária. Ou os trabalhadores se organizam e lutam por seus direitos, aumento salarial etc, ou ninguém os fará. Nem partido "A" nem "B".
 
Com o impeachment (ou Golpe, como preferir) ou sem, com Dilma, Temer, Aécio, Cunha, Tiririca, Moro, ou Lula, para sair da crise os verdadeiros donos do Brasil vão querer jogar os prejuízos nas costas dos trabalhadores. Vamos continuar na briga "Coxinha X Petralha" e deixar isso acontecer? Ou vamos nos organizar para a luta, enxergando nossos verdadeiros inimigos?

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