É ético ser sindicalista e, ao mesmo tempo, ter cargo de confiança na Administração Municipal? A polêmica tomou grande parte da sessão da Câmara de ontem. Tudo devido a requerimento da vereadora Suely Morgado (PT) questionando o prefeito João Paulo Tavares Papa sobre a nomeação do presidente do Sindicato dos Servidores Estatutários de Santos (Sindest), José Roberto Mota, para assumir a superintendência da Caixa de Pecúlios e Pensões dos Servidores Municipais (Capep).

  ‘‘Não se trata de um julgamento da capacidade do Mota, inclusive votei nele para o sindicato (ao qual é filiada). Mas há um conflito ético ao exercer cargo de confiança do prefeito e, ao mesmo tempo, lutar pela defesa dos direitos do servidor’’, justificou Suely. Ela frisa que o chefe do Executivo tem o direito de indicar qualquer pessoa. ‘‘Só questiono a possibilidade de imparcialidade na função’’.

HOMOLOGAÇÃO

  ‘‘Não há norma proibitiva tanto no estatuto do sindicato quanto no da Capep. O que não é proibitivo é permissivo’’, alegou Paulo Gomes Barbosa (PSDB). O líder do Governo na Casa, vereador Manoel Constantino (PMDB), disse que o prefeito responderá o questionamento da petista. ‘‘Ele apenas homologou a decisão do conselho interno da própria Capep’’. Segundo Constantino, o chefe do Executivo ‘‘não o nomearia sem um parecer jurídico sólido’’.

  Antes da votação do requerimento, que foi aprovado por todos os vereadores presentes, Mota disse que não está preocupado com a polêmica, após 29 anos atuando na Prefeitura e no meio sindical. E alega que a escolha de seu nome foi feita por critério profissional. ‘‘A Capep tem problemas e enfrentá-los será uma situação desafiadora’’.

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