Nos corredores da Câmara dos Deputados e do Senado Federal comenta-se que tudo já foi “acertado”. A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) dos Vereadores, que cria mais 7,343 vagas nas Câmaras de todo o País, deve ser discutida em segundo turno na Câmara, nos próximos dias 22 e 23 deste mês. Como o texto  já passou pelo Senado e não sofreu nenhuma alteração ou emenda, entra em vigor imediatamente caso seja aprovada em segundo turno na Câmara.

Será mais um retrocesso para o País. Inchar os legislativos municipais não só significa aumento de gastos desnecessários com recursos públicos. Quer dizer também que a quantidade está sendo substituída pela qualidade. Vão ser favorecidos os partidos e as legendas com maior prestígio político nas cidades e, consequentemente, com maior proximidade com o poderes executivos. A relação viciada entre prefeitos e vereadores, as trocas de favores e o "toma-lá-dá-cá" que assistimos em Santos e nas demais cidades da Baixada Santista só se aprofundarão. 

É mais um fator para desequilibrar o jogo de forças e massacrar a classe trabalhadora e os menos favorecidos que terão ainda menos chance de se fazer representar de igual para igual nas câmaras municipais.

Caso seja mesmo aprovada a PEC dos Vereadores, Santos passará das atuais 17 vagas na Câmara para 23. São a mais seis vereadores, com salários acima de R$ 7.000,00, e 18 assessores, com salários de R$ 4.400,00, sem contar com gastos de manutenção de cada gabinete.

É muito dinheiro jogado fora!
 

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