Chegou a hora de arregaçar as mangas. Nessa campanha salarial a responsabilidade dos servidores é enorme. Precisamos encarar a luta para recuperar 3 perdas salariais: A inflação dos últimos 12 meses, as perdas dos 7 anos da gestão Beto Mansur em que não houve nem mesmo reposição da inflação e as perdas referentes ao abono de 8% do ano passado ao invés de aumento salarial.

A perda salarial para a inflação dos últimos 12 meses é o mínimo exigido para qualquer campanha salarial. O IPCA de 2013 registrado pelo IBGE ficou em 5,91%.

As perdas históricas são a desgraça dos servidores de Santos. Na época, representavam mais de 90% do salário. Hoje esse índice chega a mais de 100%. Isso porque só contamos os 7 anos sem reposição inflacional da gestão Beto Mansur, mas ainda tivemos inúmeras perdas, como o não cumprimento do antigo Plano de Carreira, abonos ao invés de salário e reajustes abaixo da inflação por outros prefeitos.

Outra perda que deve ser levada em conta, é o abono de 8% ao invés de aumento salarial em 2013. Embora incorporados no salário em dezembro, foram 9 meses em que o salário real não foi reajustado, o que acarretou o não reajuste das Horas Extras, dos adicionais por tempo de serviço (Qüinqüênios) e da Referência Funcional. Fora que o abono também não incidiu sobre a contribuição para o Instituto de Previdência.

Vale lembrar que até mesmo esse abono de 8% do ano passado só foi possível com muita luta. O governo tucano queria dar 1,5%, lembra? Por isso, não tenha dúvida: Um aumento real para recuperar parte das perdas só será conquistado através de muita mobilização e luta! Desde já, é preciso comparecer e convencer os colegas de trabalho da importância da participação de TODOS os funcionários da Prefeitura!

TODOS À ASSEMBLEIA DE DEFINIÇÃO DA PAUTA SALARIAL PARA 2014!
Dia 23/01/14, quinta-feira , às 19h no Sindicato dos Bancários (Av. Washington Luiz, 140)


Luta salarial e omissão

Como acontece todos os anos, estamos iniciando mais uma campanha salarial visando recuperar parte da enorme perda do poder de compra dos nossos salários. Não se trata de uma campanha para ajudar a escolher o vestido que a rainha da Inglaterra vai usar no baile da cidade, ou para pedir a troca do técnico de algum time de futebol. É a manutenção das nossas vidas e de nossas famílias que está em jogo.

Mesmo assim, um grande número de servidores, se auto justificando ou se valendo de argumentos absurdos, se omitem completamente e deixam para poucos colegas a responsabilidade de lutar pelos salários de todos.

Esperamos sinceramente que todos já tenham percebido que tipo de administração esta instalada na Prefeitura de Santos e procurem ser mais justos consigo e com os que já participam, saindo da paralisia e somando forças por uma vida melhor para todos.

Muitas “justificativas” são disparadas para não participar, selecionamos algumas:
“Não sou filiado a esse sindicato”: Independente desse equívoco, a participação de todos os servidores é mais do que bem vinda: É NECESSÁRIA!;
“No final, o prefeito dá o aumento que quer”: Isso não é verdade, se fosse assim seria 0% todo ano;
“O sindicato nunca fez nada por mim”: O sindicato não é um clube ou um despachante para ficar resolvendo pepinos. O sindicato é uma ferramenta para ajudar na organização dos trabalhadores em suas lutas;
“Eu sozinho não vou mudar nada”: Muito pelo contrário, a participação de cada servidor é de extrema importância. Contagia, dá corpo ao movimento e faz com que o prefeito se “sensibilize” às nossas reivindicações;
“Já pago o sindicato pra ele conseguir aumento pra mim”: Qualquer sindicato, sem a mobilização dos trabalhadores (principais interessados), não consegue nada! Os pseudos sindicatos que prometem mundos e fundos apenas com reuniões fechadas com a Prefeitura, sem a participação da categoria, só vendem os nossos direitos;
“Tenho problema em casa e não posso participar” ou “Não vou para os atos porque chego muito tarde em casa” ou “Tenho filho pequeno e a prioridade é ele”: Embora tenhamos inúmeras justificativas plausíveis, todos temos problemas e a manutenção de nosso salário tem que ser encarado com prioridade, pois é isso que garante o não surgimento de outros inúmeros problemas;
“Não preciso participar de bosta nenhuma porque sou eu que pago minhas contas”: É, meu caro, com esse pensamento o que não vai faltar é conta pra pagar, e cada vez mais altas em relação ao seu salário;
“Eu entrego tudo à Deus e ele proverá”: Nenhuma religião prega que temos que ficar esperando que tudo caia do céu, muito pelo contrário;
“Eu mereço aumento porque trabalho e não tenho que ir em assembleia nenhuma”: Infelizmente nosso salário não vem de acordo com nosso merecimento e a Prefeitura não leva isso em conta. Só reajusta salário com a mobilização dos servidores;
“Eu trabalho o dia todo… e ainda tenho que ir em manifestação?”: Não tem jeito, na sociedade atual em que vivemos, ou o trabalhador se organiza e luta, ou fica com o salário cada vez mais corroído pela inflação;
“No final eles se acertam e eu perdi meu tempo” ou “Eu soube de fonte segura que o aumento já está decidido!”: Se você ficar parado, não tenha dúvida: O reajuste será decidido por eles;
“É melhor ver a novela que ficar escutando bobagens nas reuniões” ou “Não gosto desse pessoal do sindicato” ou “Só vai bêbado nas manifestações”: Você não precisa gostar de todos que participam, tampouco concordar com tudo o que dizem, porém precisa participar. A organização coletiva é o único caminho para lograrmos um bom reajuste;
“Ah… o que eles conseguirem eu também vou receber”: Sem levar em conta o caráter do cidadão que pensa assim, esse individualista deveria pelo menos refletir que o seu salário seria maior com a sua participação;
“Eu tenho direito a aumento salarial e o sindicato tinha era que entrar com uma ação judicial ou chamar o Ministério Público”: Ações judiciais demoram anos e geralmente não são favoráveis aos trabalhadores. Pare de viver no mundo da fantasia, venha para luta!

Essas são frases pensadas e, muitas vezes verbalizadas, que não podem mais servir de escudo para a omissão de muitos. Esse tipo de desculpa, além de inviabilizar lutas coletivas bem sucedidas, ainda se transforma em lamúrias e culpabilizações despejadas nos cantos da vida!

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