A devolução do imposto sindical é uma decisão política da direção do Sindserv ,que discorda da tributação imposta aos trabalhadores brasileiros há mais de 70 anos.

Esta decisão foi livre e não tem nenhuma relação com qualquer imposição judicial. Em nível nacional, o nosso sindicato participa de um movimento em defesa do fim de toda e qualquer taxa arbitrária. Esse imposto favorece somente os sindicatos de cartório, que não sindicalizam e não organizam as lutas da categoria.

Mas não são apenas os sindicatos inoperantes que se beneficiam deste desconto anual. Parte do dinheiro descontado vai para uma série de outras entidades: federações, confederações e centrais sindicais.

Embora a grande maioria dos servidores desconheça sua existência, existem federações estaduais e confederações nacionais de servidores municipais. As centrais sindicais representam, pelo menos na teoria, trabalhadores de várias categorias profissionais. Acontece que o nosso sindicato não é vinculado a nenhuma destas entidades, mas isso pouco importa.

A mesma lei federal que diz que os trabalhadores devem ser descontados também diz que essas instituições tem o “direito” de receber 40% do que for subtraído dos salários, independente da vontade soberana de cada categoria. Ou seja, você, trabalhador da prefeitura de Santos, sustenta entidades as quais você nunca ouviu falar e que nunca apoiaram nenhuma luta em nossa cidade.

Parece a época em que o Brasil era uma colônia: os impostos eram pagos, iam pra Portugal e nenhum benefício retornava. Não é sem razão que os membros destas federações e confederações vivem em Brasília fazendo pressão pela manutenção do imposto sindical.

Acreditamos que o trabalhador deve filiar-se e contribuir com seu sindicato de maneira espontânea e não de forma obrigatória. Além disso não existe nenhuma lei que proíba qualquer entidade sindical de devolver este dinheiro para o lugar de onde ele nunca deveria ter saído: o bolso do trabalhador.

Assim, estamos fazendo aquilo em que acreditamos e defendemos.

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